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Reprodução/Internet

Depois das derrotas do Governo Lula no Congresso sobre temas da pauta de costumes, a oposição bolsonarista percebeu que o caminho para anular o poder de voto dos candidatos governistas nos municípios é colocar esse governo em conflito com suas bases e o eleitorado conservador, principalmente entre os cristãos. Um exemplo claro e forte desta estratégia é o projeto de lei 1904/24.

A proposta de lei 1904/24, apresentada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), representa um exemplo clássico de conservadorismo retórico, uma manobra destinada a atender interesses eleitorais à custa dos direitos humanos e da saúde das mulheres. Este projeto de lei, que compara o aborto a homicídio, não é apenas um retrocesso jurídico e social, mas também um ataque direto às conquistas fundamentais das mulheres brasileiras.

A apresentação dessa lei em um ano de eleições municipais é uma demonstração clara do oportunismo político da extrema direita. Ao mirar os eleitores evangélicos, cristãos e conservadores, Cavalcante tenta angariar apoio de uma base específica, prejudicando deliberadamente o PT, (criando conflitos na base eleitoral) e o governo progressista do presidente Lula no pleito. Este movimento calculado não visa o bem-estar da sociedade, mas sim a consolidação de um poder baseado no conservadorismo da extrema direita e na manipulação de valores morais com fins políticos.

Diferença Fundamental entre Aborto e Homicídio

É uma excrescência comparar aborto ao homicídio, e essa comparação revela uma profunda falta de compreensão sobre os direitos reprodutivos das mulheres e a complexidade das questões envolvidas.

O homicídio é a interrupção ilegal da vida de uma pessoa já nascida e reconhecida como um indivíduo com direitos completos sob a lei. Já o aborto é a interrupção de uma gravidez, que envolve o corpo e a saúde da mulher que está gestando. Essa distinção é crucial porque, no caso do aborto, estamos tratando de uma questão que envolve a autonomia corporal da mulher e seu direito de decidir sobre seu próprio corpo e saúde.

Comparar aborto a homicídio é uma negação dos direitos reprodutivos das mulheres, que incluem o direito de decidir se, quando e sob quais circunstâncias ter filhos. Isso é um componente essencial da autonomia pessoal e da igualdade de gênero. Forçar uma mulher a levar adiante uma gravidez indesejada é uma forma de controle estatal sobre o corpo feminino, violando direitos fundamentais.

Contramão dos Direitos Humanos Internacionais

Internacionalmente, essa proposta de lei coloca o Brasil na contramão da história e do progresso. Organizações como a ONU e diversos países europeus já condenaram esse tipo de legislação, que desrespeita os direitos reprodutivos das mulheres e ignora os avanços globais em matéria de saúde pública e direitos humanos. Ao insistir em uma agenda retrógrada, Sóstenes Cavalcante não só ignora as evidências científicas e as recomendações internacionais, mas também coloca o Brasil em uma posição vergonhosa perante a comunidade internacional.

Países com legislações mais progressistas sobre o aborto geralmente têm melhores resultados de saúde materna e maior igualdade de gênero. Equiparar o aborto ao homicídio vai na contramão desses avanços e coloca o Brasil em uma posição retrógrada em relação aos direitos das mulheres.

Consequências Sociais e Psicológicas e para a Saúde Pública

A criminalização do aborto tem graves consequências psicológicas e sociais. Mulheres que são forçadas a levar adiante uma gravidez indesejada podem sofrer danos psicológicos significativos, além de enfrentar estigmatização social, ameaça de prisão e dificuldades econômicas. Isso afeta não apenas as mulheres, mas também suas famílias e comunidades.

Comparar o aborto ao homicídio é uma excrescência porque simplifica uma questão complexa, além de ignorar os direitos e a autonomia das mulheres, perpetua uma agenda política conservadora que prejudica a saúde e a igualdade de gênero. Em vez de avançar políticas que respeitem e protejam os direitos das mulheres, essa comparação serve apenas para perpetuar um ciclo de opressão e desigualdade. A sociedade brasileira deve resistir a essas tentativas de retrocesso e continuar lutando por um futuro onde os direitos reprodutivos e a autonomia das mulheres sejam plenamente respeitados.

As consequências dessa lei para meninas e mulheres estupradas que engravidarem são gravíssimas e inaceitáveis. Primeiramente, a proibição do aborto em casos de estupro força vítimas a carregarem uma gravidez indesejada, causando traumas psicológicos severos e perpetuando um ciclo de violência. Além disso, a criminalização do aborto coloca essas mulheres em situações de risco, levando muitas a recorrerem a métodos inseguros e clandestinos, com altos índices de mortalidade materna. O impacto na saúde física e mental dessas mulheres é devastador, comprometendo suas vidas e violando seu direito à dignidade.

Reação em cadeia, não na cadeia

A reação da sociedade civil e das mulheres, que já começam a tomar as ruas em protesto, é um reflexo da indignação e resistência contra essa barbárie. Movimentos feministas, organizações de direitos humanos e cidadãos conscientes se unem para combater essa legislação absurda e defender os direitos das mulheres. As manifestações são uma demonstração poderosa de que a sociedade brasileira não aceitará passivamente a retirada de direitos fundamentais e continuará a lutar por um país mais justo e igualitário.

A articulação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para votar a urgência dessa lei só reforça a conivência/cumplicidade com esse ataque aos direitos das mulheres. Lira, ao priorizar essa pauta, demonstra uma clara aliança com o conservadorismo extremo e uma total falta de compromisso com a justiça social e os direitos humanos. A postura de Lira é, no mínimo, canalha e preocupante, pois coloca interesses políticos pessoais acima do bem-estar da população feminina do Brasil.

Em resumo, o Projeto de Lei 1904/24 é uma afronta aos direitos das mulheres e um grave retrocesso social. É crucial que a sociedade continue a se mobilizar contra essa proposta, defendendo um Brasil onde os direitos reprodutivos e a dignidade humana sejam plenamente respeitados.
Lojas Americanas, Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles (Foto: Divulgação | REUTERS/Ueslei Marcelino)

O economista João Furtado mostra as entranhas do capital no Brasil. Os efeitos da derrocada das Americanas ainda não podem ser corretamente dimensionados, mas serão certamente graves.

O que o caso Americanas revela sobre o capitalismo brasileiro, por João Furtado

Jornal GGN

A derrocada das Americanas é muito mais do que a desmoralização desses 3 financistas que fizeram a glória dos adoradores de dinheiro durante tantos anos. Não houve até agora quem viesse propriamente em defesa dos multibilionários que inspiraram tantos outros financistas e dinheireiros. O Fantástico leu a nota de explicações sem antes ter contado o caso, mas isso é mais uma defesa do grande anunciante do que da operação lesa-acionista.

Os efeitos da derrocada das Americanas ainda não podem ser corretamente dimensionados, mas serão certamente graves. Mais graves porque não serão compartimentalizados: “Se os magnatas que tudo transformaram em ouro com seus toques de gênio deram um golpe desses, com ajuda de executivos, auditorias, instituições de controle, então o sistema está todo corrompido”, pensarão muitos, com fundadas razões.

Se essa reflexão tem sentido, todos os vendedores (para o comércio e para a indústria) ficarão doravante mais cautelosos, divididos entre a necessidade de venderem e o temor de não receberem. Porque um calote pode ser mortal para muitos. As consequências deste caminhão de areia nas engrenagens do sistema econômico podem ser graves ou muito graves. E era tudo o que a economia não precisava neste começo de 2023, onde as turbulências artificiais dos mercados já são fonte suficiente de dúvidas.

A derrocada é grave nos seus efeitos, mas o episódio suscita uma outra reflexão, anunciada lá no título. Afinal, por que estes três magnatas foram incensados por tanto tempo, sem qualquer apuração mais séria pela imprensa, sem qualquer espaço para se pensar a natureza dos seus negócios, da trajetória que eles traziam embutida, dos seus efeitos para a criação de riqueza?

A derrocada das Americanas não começou no mês passado ou no ano passado. Ela é produto de um modelo empresarial parasitário, em que os controladores têm pouco interesse no negócio e estão preocupados sobretudo com os resultados financeiros, mesmo que às custas do negócio e de sua sustentabilidade. É sério engano que os resultados financeiros são o produto da prosperidade dos negócios e os acompanham como indicador inquestionável. Nas hagiografias dos gênios que agora começam a ser escrutinados, tardiamente, sob pressão de credores e minoritários, estava lá na origem a explicação para a compra das Americanas pelos três gênios: só de imóveis próprios a empresa tinha mais do que o seu valor na bolsa. Se desse errado como atividade comercial, se os novos controladores não soubessem gerir a nova atividade, ainda assim seria um bom negócio.

Espera-se que uma empresa seja capaz de combinar uma remuneração adequada dos capitais que foram investidos com um reinvestimento de uma parcela apropriada dos seus lucros. Estes dois destinos dos lucros não podem provocar a ira dos acionistas nem destruir a posição e o valor futuro da empresa. A fórmula típica de quem vê as atividades empresariais de uma perspectiva exclusiva ou predominantemente financista é extrair o máximo da empresa, mesmo que isso sacrifique o futuro.

Se os acionistas ficam eufóricos com dividendos polpudos, o preço das ações eleva-se. Isso é bom ou mau? Depende, porque podem elevar-se por várias razões diferentes. A direção da empresa pode esmagar os preços de compra das suas mercadorias, sufocar os seus funcionários com pressões sobre o seu desempenho e as respectivas metas, recorrer a práticas agressivas com relação aos clientes. Todas elas são eficazes para produzir lucros, mas cada uma delas possui efeitos colaterais. Os fornecedores aceitam as condições impostas, mas ficam satisfeitos? Priorizam doravante esse cliente? Os funcionários da empresa, que sofrem pressões crescentes, dedicar-se-ão sempre com a mesma perspectiva, ou será que vão buscar alternativas? Os clientes também poderão voltar-se progressivamente para as alternativas. As lojas da Americanas já foram um lugar popular, que atraía a atenção de tantas pessoas, de diferentes idades e grupos sociais. Deixaram de ser e há hoje muitos outros lugares que capturam o olhar e o dinheiro das pessoas.

Um pequeno produtor rural sabe que a terra e a plantação precisam ser cuidadas, que isso demanda esforço e dedicação diários, e que a planta não pode ser colhida antes da hora. A padaria e a lavanderia da sua esquina também sabem isso. Mas nenhum deles é um financista, é um produtor e vive do seu trabalho dedicado; não vive de dividendos arrancados da empresa às custas do futuro, nem de operações na bolsa. As ações podem valorizar-se e permitir que valorizações fictícias (ou fraudulentas) sejam ganhos reais de alguns e perdas também reais de outros. Foi esse o caso das lojas que produziram “inconsistências” (o jargão corporativo é sublime) de forma sistemática e produziram balanços para gerarem resultados fictícios, inflarem o preço das ações e permitirem que alguns saíssem com ganhos muito substanciais e outros tivessem perdas gigantescas. Os ganhos dos que venderam as ações antes que a fraude fosse descoberta não são equivalentes às perdas dos que não puderam vender as ações. Há que somar os prejuízos de fornecedores, credores e todos os efeitos negativos sobre a economia, com os efeitos destrutivos sobre as relações comerciais e creditícias e impactos na produção e no emprego. Não é o jogo de bafo de figurinhas habitual, alguém queimou muitas figurinhas dos outros.

Descrita a operação dos financistas, cabe agora explicar a analogia deste caso com o capitalismo brasileiro e a crise em que estamos enredados há quase ½ século. O comando da industrialização no crescimento econômico foi muito forte e bastante funcional durante quase 50 anos, entre a saída da crise de 1929 e os anos 1970. O crescimento foi puxado pela urbanização acelerada e pela implantação de novos setores industriais, mais intensivos em capital, mais “tecnológicos”, com produtividade média mais elevada. Evidentemente, o resultado foi uma elevação muito significativa da produtividade total, dado o peso dos novos setores na composição da equação total.

Produtividade elevada e salários sistematicamente comprimidos produzem lucros elevados. E eles alimentaram os balanços, os dividendos, os investimentos em novos setores, a compra de ativos reais e financeiros, com lucros subtraídos aos setores de origem. Os lucros elevados não alimentaram o reinvestimento e muito menos o investimento para a frente, o investimento em engenharia, desenvolvimento de novos processos e produtos, novas tecnologias, inovações, conquista de mercados externos, internacionalização. Não, os detentores (controladores, acionistas dominantes e seus prepostos) não usaram os recursos gerados para fazerem avançar o sistema produtivo e as capacidades de acumulação das próprias empresas. Preferiram as facilidades do crescimento obeso aos desafios do avanço tecnológico e do crescimento em bases fortemente competitivas.

Grandes grupos brasileiros não avançaram sobre a fronteira da tecnologia e da inovação, preferiram acumular recursos novos: terra, agropecuária, mineração, construção civil e imobiliário, papéis, financismo. Isso deu-se em dois movimentos. Primeiro, transferiram os lucros gerados pelo negócio, esvaziando a capacidade de crescimento das fontes originárias. Depois foram sangrando o próprio capital das empresas, crescendo as atividades que eram inicialmente uma diversificação complementar e atrofiando as próprias empresas industriais. Cortaram no osso, como se diz. É fácil perceber que a rentabilidade da indústria teria que se reduzir enquanto a das demais áreas deveria crescer. Por isso, o que era um movimento autônomo vai se tornando um ciclo vicioso: como não houve investimentos, a rentabilidade cai; como a rentabilidade cai não há mais investimentos.

E uma vez que a indústria, depois de várias etapas do ciclo vicioso, já apresentava insuficiências e deficiências substanciais, agora ela deixava mesmo de ter atratividade, afora casos excepcionais (Embraer ou WEG) e residualmente. Por um lado, havia atividades abençoadas por investimentos antigos e criadores de elevados padrões econômicos e forte inserção nos mercados. O exemplo mais evidente é a celulose e o seu complexo florestal (deixando de lado os custos ambientais e sociais decorrentes). E havia, e ainda há, por outro lado, aqueles setores em que as dimensões dos mercados locais e os custos de transporte justificam a permanência de produção local (cimento, cerveja).

O processo de desindustrialização avançou pari passu com a demanda por novas áreas para a acumulação. Além da migração de capitais para áreas produtivas e financeiras típicas da iniciativa privada, e da venda das empresas nacionais para grandes empresas estrangeiras que não abandonam nenhum mercado, os capitais passaram a demandar crescentemente a transferência de seus capitais para áreas em que tipicamente não atuavam – as privatizações.

Essas privatizações são apresentadas sob a bandeira bem conveniente da eficiência e da produtividade, mas elas são principalmente uma forma de ampliação dos espaços de acumulação livres da competição que tipicamente afeta as áreas industriais, que estão sujeitas ao avanço tecnológico e à competição com os novos polos industriais. Se o fenômeno surgiu nos anos 1980 e começou a tornar-se evidente nos anos 1990, sobretudo após a estabilização e o seu câmbio que favorecia as importações, ele foi sendo agravado pelo avanço da acumulação de capital dos anos 2000. Os capitais em expansão, as exportações de commodities associadas ao prolongado e acelerado crescimento da China, os novos circuitos de crédito e financiamento, a entrada de volumosos fluxos de capital confrontavam-se com a incapacidade de a indústria oferecer espaços promissores. O atraso tornou os investimentos industriais impeditivos. Rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, redes de distribuição de gás, energia elétrica, petróleo – todas atividades de rentabilidade institucionalmente construída e, ademais, distantes da concorrência chinesa.

Curiosamente, essas privatizações são mais um duro golpe sobre a indústria, com efeitos incidentes também sobre o poder de compra das famílias. Historicamente, desde pelo menos os anos 1950, o setor produtivo estatal cumpriu diversos papéis relevantes, entre eles o de assegurar externalidades positivas à acumulação privada do setor industrial, na forma de preços submetidos a uma política de modicidade. A privatização colocou uma pá de cal nessa política, com efeitos desastrosos sobre a rentabilidade industrial (caso mais evidente é o dos eletrointensivos, como o alumínio) e o poder de compra das famílias. Foi mais um duro golpe sobre a indústria, neste caso advindo dos efeitos de segunda ordem da fuga e promoção da privatização, encerrando as externalidades do setor produtivo estatal.

O avanço em direção às fronteiras da terra, da mineração e dos recursos naturais (incluindo a energia) dá-se tanto por meio de empreendimentos extraordinariamente intensivos em capital (como os novos projetos da Vale, por exemplo em Parauapebas) como por meio das formas abjetas de devastação das florestas e de depredação dos territórios, visíveis na sucessão de tragédias que culminou nesta semana com as imagens indescritíveis do povo Yanomami.

Esta leitura da fraude das Americanas e o seu paralelo com a derrocada da indústria brasileira e os movimentos do capital que a complementam não deve ser lida como um movimento irreversível. A indústria brasileira subsiste, encolhida e fragilizada, com umas poucas ilhas de excelência, insuficientes para a tarefa que o desenvolvimento e o provimento de bens e serviços para o consumo impõe. Mas há muito a ser feito. E a tarefa incontornável consiste em reverter a natureza estéril ou mesmo parasitária da acumulação, que punciona lucros de lojas para uma expansão global ou da indústria para a aquisição de ativos.

João Furtado, economista
Fonte: Jornal GGN

Protesto contra o assédio moral no BB da Epitácio Pessoa - foto: Otávio Ivson

O Vereador da Capital, João Pessoa, Marcos Henriques (PT) participou de um protesto nesta terça-feira (24), na Agência Empresa João Pessoa do Banco do Brasil, na Epitácio Pessoa, contra a prática de assédio moral naquela unidade. Além do assédio, também há denúncia de descomissionamentos.

A manifestação, convocada pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba, é considerado por Marcos Henrique, que também é diretor do sindicato, como ação fundamental de combate ao assédio moral para evitar que novos casos aconteçam. “Estamos na Agência Empresa João Pessoa do Banco do Brasil para denunciar a prática de assédio moral, que tem acontecido aqui nesta agência.

“Resguardar o direito dos funcionários de serem respeitados. Sabemos a missão do banco público e a importância do BB de investir no social e em financiar o pequeno, médio e grande empresário. Nosso mandato está ao lado do Sindicato, lutando para que todos os empregados e empregadas sejam respeitados e não mais sofram de assédio de qualquer natureza em seus locais de trabalho”.

Marcos Henriques tem se destacado já no início de 2023 por sua atuação em favor dos trabalhadores do sistema bancário, contra o veto do prefeito Cícero Lucena ao pagamento do piso da Enfermagem, que já é lei em todo o país e pela imediata reação e repúdio a tentativa de golpe em Brasília contra o governo do Presidente Lula, no dia 8 de janeiro . 

O Sindicato já denunciou todos os abusos para a diretoria do BB. Importante destacar que a Convenção Coletiva da categoria proíbe a cobrança de metas abusivas e ameaças aos funcionários. 

“Repudiamos os métodos de gestão do atual gestor, de perseguição, falta de diálogo, uma série de fatores que somados contribuem para a prática do assédio moral que é inaceitável e não dá para conviver mais com essa prática. Estamos passando por um processo de mudança, de novos ventos e ares. Chega de massacre aos trabalhadores. O Sindicato já está encaminhado a denúncia para os órgãos competentes, como o Ministério Público do Trabalho e a Gepes João Pessoa, para que sejam apurados os fatos e tomadas as devidas providências. Queremos solução para esse problema, não dá para tolerar essa gestão assediadora que adoece os trabalhadores em detrimento do lucro e dos resultados; não dá!”, afirma veementemente Magali Pontes, bancária do BB e diretora do Sindicato.

Fonte:
Ascom: Marcos Henriques
Sindicato dos Bancários


A Agência Lupa registra nesta terça em seu site que, a Polícia Federal prendeu ao menos quatro pastores donos de igreja que participaram diretamente dos ataques golpistas de 8 de janeiro em Brasília. O levantamento da Lupa, produzido pela Lagom Data, cruzou dados da lista oficial dos 1.398 detidos e a CNAE, que reúne a Classificação Nacional de Atividades Econômicas de todas as organizações do país.

Entretanto, o envolvimento de religiosos nesses eventos pode ter sido ainda maior. Outros 13 líderes religiosos aparecem na base de dados colaborativa incitando ou aderindo às invasões ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto.

Entre os já encaminhados às penitenciárias do Distrito Federal está Francismar Aparecido da Silva, que se apresenta como “pastor presidente” da igreja Ministério Evangelístico Apascentar. Aos 46 anos, o religioso coleciona na internet imagens de protestos bolsonaristas em que há cartazes convocando as Forças Armadas para “salvar” o Brasil.

Nas postagens mais recentes no Facebook, Francismar questiona: “Se não tiver luta, como vai ter vitória?”. Em resposta, ele colhe comentários com a palavra “amém”. A igreja de Francismar tem sede em Itajubá (MG) e consta na Receita Federal como sendo uma entidade ativa.

João Marciano de Oliveira, de 47 anos, dono da igreja Jesus Cristo é a Razão do Meu Viver, em Ribeirão das Neves (MG), também foi preso na capital federal. No Facebook, ele prega “limpeza do STF” e posta fotos com elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a sua mulher, Michelle. A entidade dirigida por ele está ativa.

O terceiro pastor detido é Donizete Paulino da Paz, de 56 anos. Ele é dono da Igreja Assembleia de Deus - Ministério O Deus das Nações, ativa e com sede em Luziânia (GO). Nas redes sociais de Donizete há apenas uma foto publicada, em que ele aparece pregando em um culto.

Também aparece na lista o pastor Jorge Luiz dos Santos, de 57 anos, presidente da Igreja Evangélica Amor de Deus João 3:16, de Itaverava (MG). A instituição foi fundada em 14 de julho de 2016 e permanece ativa. A Lupa não localizou as redes sociais do religioso.

Uma análise das denúncias feitas de forma espontânea e anônima à base mostra que, pelo menos, outros 13 líderes religiosos foram flagrados incitando, celebrando ou mesmo aderindo à depredação em Brasília. Muitos deles usaram o nome de Deus para justificar suas participações.

“Estou no Senado Federal aqui, ó, missionário Felicio Quitito, servo do Deus vivo”, exclama o pastor, enquanto se senta em uma das poltronas azuis que compõem a mesa do Congresso. "É isso aí. Jair Messias Bolsonaro, você vai estar voltando para esta nação e continuará o seu governo".

Na mesma gravação, Quitito ainda diz que “toda a obra da macumba e da feitiçaria caiu por terra”, numa referência às religiões de matriz africana e às invasões dos edifícios públicos da capital. O missionário, cujo nome é Felício Manoel Araújo, também está na lista de presos divulgada pelo governo do Distrito Federal.

Conhecido nas redes sociais, o pastor goiano Thiago Bezerra também esteve nos atos terroristas e transmitiu, em sua conta do Instagram, momentos do ataque. “Vou mostrar para vocês onde eu estou”, diz o pastor, exibindo uma multidão já dentro de um dos prédios dos três poderes. É possível ver, na gravação, que o local já estava depredado.

O pastor ainda pediu, durante uma live, que as pessoas seguissem uma conta reserva no Instagram, dando a entender que o perfil usado por ele poderia ser derrubado. “Gente, com urgência. Segue essa conta aqui [@ da conta]. Vocês já sabem do que eu estou falando”, afirmou. As duas contas usadas por Thiago Bezerra não estão mais disponíveis na plataforma.

Um dia após os ataques, contudo, o pastor fez uma live em seu canal do YouTube defendendo a narrativa que vem sendo compartilhada por bolsonaristas de que havia infiltrados da esquerda nos atos. “Tinham pessoas infiltradas no meio de patriotas. Porque em 70 dias de manifestação pacífica não houve quebradeira. Vocês não acham que tinha um circo preparado lá?”, argumentou.

O envolvimento de religiosos na convocação dos ataques também aparece no material recebido pela Lupa. Em postagem feita no Instagram, uma pessoa que se identifica como pastora Marta Nunes diz que “o mundo todo precisa saber que nossas eleições foram fraudadas”, propondo uma greve geral.

No YouTube, o pastor Luciano Cesa, que foi candidato a deputado federal pelo Patriotas-RS, reclama do que chama ser censura, enquanto bebe um chimarrão diante de centenas de espectadores. Para evitar que seu vídeo fosse fisgado por sistemas de monitoramentos em redes sociais, Cesa soletra a palavra "direita" e diversas outras ligadas ao extremismo bolsonarista e, em seguida, convoca sua audiência a não ficar parada.

“Agora o povo tem que se manifestar. O próprio presidente [Bolsonaro] disse ‘o melhor está por vir’”, alega. Nos comentários da transmissão ao vivo, há pessoas afirmando que lotarão Brasília, enquanto outros elogiam sua capacidade “de falar por entrelinhas”.

A Lupa tentou entrar em contato com todos os religiosos citados, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

Nota da reportagem: Todos os nomes dos pastores presos citados nesta reportagem tiveram audiência de custódia marcada em algum momento.

Em decorrência dos ataques em Brasília, o blog Papo de Jacaré pede a colaboração de seus leitores para montar uma base de dados que reúna postagens antidemocráticas feitas em redes sociais ou aplicativos de mensagem.

Todos os dados serão enviados a Agência Lupa. Este é um projeto colaborativo que busca entender como foram organizados os atos de vandalismo. Se você viu ou ouviu alguma postagem convocando para os ataques, colabore enviando todos os dados e links para o whatsapp 83 987291837.

Fonte: Agência Lupa
Igreja Presbiteriana do Paraná

Disposta a impedir adesão de seus seguidores a candidatos alinhados à esquerda, a Igreja Presbiteriana pretende criar uma comissão interna para que os fiéis sejam orientados a se afastar do “comunismo” e daquilo que os líderes classificam como “nefasta influência do pensamento de esquerda”. A igreja abriu os púlpitos para a campanha de Bolsonaro.

A proposta será tratada no Supremo Concílio da igreja entre os dias 24 e 31 de julho, em Cuiabá. A cúpula da Igreja é majoritariamente conservadora e alinhada a Bolsonaro.

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que foi preso por corrupção na sua gestão como Ministro da Educação, além de ter sido flagrado com uma arma oculta dentro de sua Bíblia que disparou no Aeroporto de Brasília, é um dos líderes da igreja. O ministro do Supremo, André Mendonça, indicado por Bolsonaro, também é da mesma igreja.

A cúpula presbiteriana sugere a criação de uma comissão formada por altos dirigentes “que apresente a contradição entre Marxismo e suas variantes com o Cristianismo Bíblico” e “que as igrejas espalhadas pelo país, orientem os declarados ‘cristãos de esquerda ou progressistas’ de suas inconsistências.”

O presbiterianos, estudam tanto a Bíblia, declaram aos quatros ventos, terem os melhores estudos em Teologia, mas a cada dia que passa nestes tempos incertos, mostram que não entenderam nada do Evangelho.

O que mais me impressiona ainda, é o fato de lideranças fascistas da igreja (não confundir fascistas com conservadores) terem a visão extremamente curta da realidade, não medindo as consequências da implantação um projeto de natureza claramente fascista.

Conheço a Igreja Presbiteriana e muitos de seus membros e sei seguramente, que muitos de seus membros votarão em Lula e na esquerda. Outros são simplesmente a favor do “Fora Bolsonaro”.

Portanto uma comissão que tem por objetivo direto atingir a individualidade de seus membros, rejeitar aqueles que se identificarem com o projeto da esquerda no país, com certeza provocará uma crise interna de grandes proporções no seio da igreja.

Vai gerar inclusive uma judicialização pelos templos do país, a cada vez que houver uma contravenção constitucional motivada por esta resolução ou comissão interna.

Um dos erros mais básicos e ignaros é comparar uma gestão do PT e de Lula com uma gestão marxista. O PT é um partido de esquerda que aplicou uma gestão de 14 anos no Brasil claramente Social Democrata. Uma gestão marcada por certa medida de liberalismo, mas com ênfase no Estado de Direito e Social.

Foram os anos em que mais cresceram a industria, as exportações, o sistema financeiro, o emprego e o PIB brasileiro. A liberdade religiosa e a cidadania foram plenamente aplicadas e amparadas por uma Constituição também cidadã.

Em que lugar do mundo isso é comunismo?

Não há nada de comunista ou marxista em Lula. Isso é uma grande mentira que as lideranças da Igreja Presbiteriana compraram por causa de seus interesses de poder na República. Esse é o fato,

E posso declarar com toda a certeza que um verdadeiro Cristão jamais apoiaria Bolsonaro, a não ser enganado, equivocado. Se não está nessas condições, então age de má-fé e portanto nunca poderia ser um verdadeiro Cristão. Mais a frente, escreverei um texto especificamente sobre esta matéria.

Para definir e concluir. O único resultado que a igreja conseguirá com esta aberração é uma crise interna, judicialização e evasão de muitos membros que não aceitarão este tipo de imposição pelas lideranças, o que inclusive diminuirá o tamanho da igreja no Brasil.

Moral e quantitativamente.

Ou seja, um grande tiro no pé.

Fato é que, o púlpito das igrejas é espaço exclusivo para a Palavra de Deus e não para questões e imposições ideológicas seculares ou disputas políticas eleitorais.

Isso com certeza é uma grande heresia.

Estou estupefato.

Foi aberta a temporada de caças as bruxas na Igreja Presbiteriana. Voltamos ao século XVII!

Eliseu Mariotti


Nos últimos 3 anos, dados de ongs e organizações públicas de defesa da Mulher mostram que no Brasil o número de delitos contra as mulheres triplicou. Passou de 271.392 registros para de 900.000 delitos.

Apenas entre março de 2020, mês que marca o início da pandemia de covid-19 no país, e dezembro de 2021, último mês com dados disponíveis completos, foram 2.451 feminicídios e 100.398 casos de estupro e estupro de vulnerável de vítimas do gênero feminino.

O Brasil teve um estupro a cada 10 minutos e um feminicídio a cada 7 horas em 2021 e esse número não parece mudar no início do terceiro mês de 2022.

As comemorações do 8 de março, que marca o Dia Internacional da Mulher, tem parecido mais com o DIA NACIONAL DAS ESTATÍSCAS DE VIOLÊNCIA CONTRA  MULHER.

Claro que, há os eventos de organizações pela Mulher, com palestras, informações, cobrança do Poder Público por mudanças neste quadro bastante trágico de violência contra a Mulher.

8 de março é um dia importante de luta pela proteção a vida da Mulher, de inclusão social, de isonomia no mercado de trabalho, de luta pelas Mulheres do Campo, mas é exatamente um dia de comemoração? 

Como homem, tristemente não vejo motivos para comemorar. É cada vez mais urgente buscar e apregoar os motivos para lutar e mudar a mentalidade machista e violenta de nossa sociedade.
Uma Mulher estuprada tem vergonha de ir a uma delegacia, principalmente se não for Delegacia da Mulher, prestar queixa, por causa de delegados e agentes notoriamente machistas. 

Passa muitos anos com essa dor dentro de si, e muitas vezes a leva consigo deste mundo (isso quando tem morte natural). Principalmente quando o agressor vem do seio da família. O que diremos das meninas crianças que são abusadas e violentadas perdendo a inocência da infância e relegadas a ter o resto de sua vida com sérios problemas psicológicos, de relacionamento, várias se tornando incapacitadas até mesmo de construir uma família?

Há sim e que bom, várias delas, que conseguiram e conseguirão superar o trauma e tocar a vida, mas sempre carregarão essa dor consigo. E nem todas são assim.

O mais notável, é que estes número aumentaram durante o governo Bolsonaro, que tem estimulado a violência em todos os níveis, mas as mulheres, tem sido uma das categorias que mais sofreram com essa política excludente e machista.

E não passa pela minha cabeça, um sentido de compreensão sequer, sobre a atitude de muitas mulheres que ainda defendem um governo machista, misógino e violento, que em nenhum momento, mostra empatia pelo sofrimento da muitas mulheres brasileiras. Muito menos de implantar ações que coíbam esses sofrimento.

A Damares, aquela da goiabeira, cuja alucinação, foi fruto exatamente  do abuso e estupro sofrido por ela, me impressiona o distanciamento dela pela luta das mulheres neste país. Me impressiona a defesa que ela faz do machismo brasileiro usando as próprias Escrituras Sagradas para justificar a misoginia e total submissão das mulheres aos homens que as oprimem e as matam.

Quando ela estava em cima da goiabeira, alguma coisa no cérebro dela explodiu e não teve mais conserto. É o que eu posso imaginar. Não vejo outra possibilidade. Ou sendo mais simplista, independente do que aconteceu com ela, ela é mal caráter, corrupta e faz qualquer coisa pelo poder.

Não sei. Não quero crer nisso. Mas será?

Finalizando, pode parecer que não o que comemorar no Dia das Mulheres. 

Mas eu insisto em comemorar a Mulher, por existir, por me fazer existir, por me dar Amor, Por dar Amor ao Mundo, porque mesmo em situações adversas, ela submerge e retorna a superfície mais forte do que nunca, Nunca desiste do seus sonhos, apesar das tentativas de uma sociedade cruel e excludente de torna-los pesadelos, e a despeito disto nunca deixará de ser uma guerreira e lutará sempre por aquilo quer. 

Os Sonhos de uma Mulher nunca morre e o mundo não poderá jamais matar a Mulher. É simples. Sem ela não existimos e nossa raça perecerá.

Da Mulher veio e vem a Vida Eterna para a humanidade.

Homenageio, admiro e coloco num pedestal todas as Mulheres do Brasil e do Mundo. E todo homem deve saber que é sua obrigação, estar sempre ao lado delas para proteger, para ajuda-las a realizar seus sonhos, por muitos motivos. Mas um deles só já basta:

A Mulher é a mãe da humanidade.

Eliseu Mariotti

Empresa demite funcionário racista que acusou Matheus Ribeiro de roubar bicicleta

O episódio do instrutor de surfe Matheus Ribeiro, acusado de roubar uma bicicleta no Leblon, me fez aprender que, a partir de agora, vou ter sempre à mão todas as notas fiscais dos presentes que meus filhos ganharem. O fone de ouvido descolado que meu filho está pedindo para o seu aniversário de dez anos terá a nota fiscal sempre por perto, assim como o celular que minha filha quer ganhar de Natal. A cada nova história de racismo, vou aprendendo uma nova lição de sobrevivência nesta selva racista que nos rodeia.

Quando meu marido (já falecido) e eu decidimos adotar nossos filhos, a questão racial nunca foi um tema. Pelo Fórum João Mendes, onde correu o processo, as crianças viriam dos arredores da praça da Sé. É passear pelo centro de São Paulo para saber a cor de quem não consegue criar seu filho e o encaminha à adoção. Certamente não seriam loirinhos de olhos azuis.

Tem também minha história pessoal. Apesar de minha pele branca, minha bisavó foi uma escrava, libertada pelo meu bisavô, fazendeiro no Recôncavo Baiano. Ele assumia e dava seu nome não apenas aos filhos que teve com ela como com as outras mulheres negras da fazenda, que minha bisavó criava sem reclamar. Meu avô foi prefeito de Valença (BA) na década de 1940, e em todas as minhas viagens de férias para Salvador não vivenciei histórias de racismo ao meu redor.

Posso afirmar, com muita vergonha, que não acreditava que o racismo estrutural fosse tão profundo. Até começar a vivê-lo no dia a dia. Começou com aquele olhar que você sente ao entrar numa loja de brinquedos e deixa a criança meio solta, olhando as prateleiras. Fui aprendendo que a melhor defesa é o ataque. Se eles estão longe de mim, dou um jeito de falar alto: “Filha, a mamãe está aqui, no corredor das bonecas”. Eles morrem de vergonha, me pedem para falar baixo. Mas o recado está dado. Mesmo assim, tem uma loja de produtos veterinários que minha filha tem medo do segurança até hoje.

Nesta quarentena, parece que piorou. Estamos vivendo no interior de São Paulo e, há cerca de um ano, meu filho foi expulso da quadra poliesportiva do condomínio rural onde ficamos. Ele andava de bicicleta (“ops, preciso achar a nota fiscal”) sozinho, com aquela roupa de sítio, calça rasgada, camiseta velha, cabelo sem corte pela pandemia. Dois adultos chegaram e perguntaram onde morava —o que ele não respondeu porque foi ensinado a não dar informações para estranhos. Foi o que bastou para a dupla expulsá-lo da quadra.

Meu filho apareceu em casa chorando, e eu fui ver o que tinha acontecido. Cheguei perguntando por que eles o tiraram da quadra. A resposta: “Mas a gente não o tratou mal”. “Ah! Não foi essa a pergunta: eu quero saber por qual razão se sentiram no direito de tirar o meu filho da quadra”, disse. Os dois ficaram desconcertados e só frisavam que não o tinham maltratado, como se a expulsão em si não fosse um maltrato. O pior é que receberam a solidariedade de um vizinho, que, nervoso, dizia que eu estava interrompendo o jogo.

Aprendi que a regra de não deixá-los sair com calça rasgada e tênis velho (o que eles adoram) não vale apenas para São Paulo, onde isso já acontece. Mais: quando vi o vídeo do youtuber negro Felipe Ferreira, que treinava de bicicleta sozinho e foi abordado agressivamente por policiais, só pensava que preciso achar uma maneira de evitar que isso venha a acontecer com os meus filhos. Para um negro, andar sozinho de bicicleta pode ser muito arriscado.

MP denuncia policial por constranger youtuber negro em Goiás

Outro dia convidei o filho de um casal que alugava uma casa por aqui para brincar no nosso quintal. As crianças estavam no pula-pula quando o menino perguntou se meu filho morava numa favela em São Paulo. Desta vez, contei ao menos com a solidariedade dos pais, que não esperavam esse preconceito de um menino de nove anos, que acha que só porque o amiguinho é negro tem de morar numa favela. A pergunta deixou sua marca por aqui: vieram os pesadelos e os medos de brincar com crianças que não conhecem.

O resultado é que, além de me indignar com cada nova história de racismo, eu me pergunto qual código de sobrevivência devo aprender para proteger as crianças. Porque meu olhar será sempre o de uma pessoa branca, que desfruta de uma liberdade que meus filhos jamais terão.


Suzana Barelli - Jornalista especializada em vinhos, é mãe de duas crianças negras: uma menina de 14 anos e um menino de 9
Folha de São Paulo

 


Em plena crise politica entre governo e Congresso no escândalo Covaxin, Bolsonaro comemorou o que considero um assassinato, a morte de Lazaro Barbosa com o jargão usado por policiais milicianos: "CPF Cancelado". 

Também os policiais que o mataram também comemoraram, sem atentar, que no caso deles não havia nada para comemorar. A morte de Lázaro expôs apenas a incompetência e o despreparo de um aparato que continha 270 policiais, além de tecnologia de inteligência e afins.

Lamentável uma força tarefa, na busca de um criminoso, não conseguir captura-lo vivo. a fim de que possamos saber suas motivações para os crimes bárbaros que cometeu.

Ou seja, a verdade de suas ações criminosas morreu com ele. Na verdade. a verdade foi assassinada ali, ao mesmo tempo que a direita quer usar o criminoso para justificar sua tenebrosa agenda justiceira, tentando cada vez mais criminalizar o sentido dos chamados Direitos Humanos existir.

Por outro lado, uma parte da esquerda dita progressista não ajuda, tentando justificar um criminoso assassino, que foi assassinado após 20 dias de uma megaoperação que contou com mais de 270 policiais.

Que a polícia é opressora, não há dúvidas sobre isso. Em todo o processo de busca, houve intolerância religiosa e racismo por parte da polícia.

Mas independente disto, Lázaro Barbosa,  inevitavelmente encontraria uma morte violenta, mais cedo ou mais tarde, porque quem anda de mãos dadas com a violência será atingido por ela e bíblico é que, quem com ferro fere, com ferro será ferido. 

O que devemos questionar é:

Porque 270 policiais muito bem armados e preparados para um cerco longo, não o fizeram para captura-lo vivo? Isso só gera muitas perguntas quanto a credibilidade da operação. E tenho certeza que, se o tivessem pego vivo, os louros seriam muito maiores.

Onde estão as imagens da operação completa do início ao fim, do dia em que ele foi morto?

Infelizmente, me parece, que a única resposta que temos é sobre como a 270 policiais foram incompetentes e despreparados para capturarem Lázaro vivo, dando uma resposta digna credível a sociedade, sobre a causa e motivação de seus crimes.

Lamentável.

Wikipedia

Não vejo futebol há cerca de três semanas, o que é muito para mim, pois o acompanho religiosamente desde criança. Talvez não seja tão difícil enquanto palmeirense já que o time do Abel não anda enchendo os olhos. Mas nesse ínterim perdi jogos interessantíssimos. Ainda assim, a cada notícia em que esbarro, continuo sem sentir falta.

Na primeira, vi que morreram, por Covid-19, dois funcionários do Palmeiras: um podólogo e um segurança.

CBF, FPF, Governo do Estado e o escambau garantiram que os “protocolos” (palavra maldita) eram perfeitos. Só se for para os jogadores milionários.

Esses dois profissionais só estavam trabalhando in loco por escolha de todas essas entidades. Qual a desculpa agora?

Que eles se infectaram num cassino clandestino, local predileto dos mimados milionários que, sim, expõem seguranças, motoristas, roupeiros e etc que os servem?

Ah, e mesmo com essas mortes, houve jogo na quarta seguinte. Afinal, the show – nem tanto – must go on. E se o Palmeiras vai jogar, eu vou… dormir.

O outro acontecimento que me abalou não foi uma morte nem uma declaração abertamente polêmica. Foram dois trechos de uma entrevista do Messi.

No primeiro, ele falava do sonho de ganhar um título pela seleção profissional.

Faltou o complemento: um título sobre milhares de cadáveres sul-americanos. Não levem a mal: eu tenho duas camisas do argentino.

Uma de quando ele estreou pela seleção principal ainda com a 18, nem a 15 do título olímpico nem a 10 que hoje dispensa comentários. Além de outra pelo Barcelona, embora eu simpatize mais com os colchoneros.

Ainda possuo um mini-craque, artesanal, feito em Buenos Aires. Logo não dá para me acusar de qualquer má vontade. Mas choca. P

orque, num cenário desses, com famílias destroçadas por todo o continente, o mais importante é o sonho de um bilionário em ganhar um título “pela seleção principal”.

Para mim, a medalha olímpica de 2008 é muito mais digna.

A outra declaração que me entristeceu foi sua confissão de ter medo de se contaminar.

Não de contaminar roupeiros, camareiras, recepcionistas, motoristas de ônibus. Nem de, mesmo que indiretamente, contribuir para uma tragédia ainda maior ao país-sede e/ou todo o continente.

O medo era de se contaminar. Porque quem tem mais de 9 zeros na conta não enxerga nada além de si e dos seus. Sem julgamento moral. Funciona com praticamente todo mundo que alcança (ou muitas vezes herda) esse patamar.

Continuo admirando o futebol do Messi, já em curva descendente e ainda assim espetacular. Mas só isso.

E quanto mais demorar para os torcedores perceberem que todos esses jogadores não dão a mínima para nossas vidas, a despeito de faixas manufaturadas e gestos vazios, mais difícil será a refundação do futebol.

Um futebol que, há algumas semanas, não respeitou o povo nem mesmo os jogadores — sem iniciativa própria — ao insistir em jogar por duas vezes numa cidade deflagrada por justos protestos, como aconteceu em Barranquilla, na Colômbia.

Esse futebol, que acha que pode prescindir do povo, precisa morrer. Para que outro, melhor e mais humano, possa nascer.

O velho morre e o novo não pode nascer

Por C. Zetkin

Site VIOMUNDO




Carlos Alberto Augusto, Carlinhos Metralha e Carteira Preta são variações sobre o mesmo verdugo que,nas décadas de 1960 e 1970, atuou nos subterrâneos de um dos centros de tortura mais temidos da ditadura militar: o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo.

Torturador feroz e homem de confiança do sinistro delegado Sérgio Paranhos Fleury no período mais sombrio do Dops, Metralha não poderia supor que cinco décadas depois seria condenado por, pelo menos, um de seus crimes.

Em decisão inédita, o juiz da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo Silvio César Arouck Gemaque condenou-o a 2 anos e 11 meses prisão, embora a pena possa ser cumprida em regime inicial semiaberto.

É a primeira vez na história do Brasil que um agente da repressão militar vai para a prisão.

A sentença proferida contra Metralha é pela morte do ex-fuzileiro naval Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971.

O jornalista Ivan Seixas esteve preso no Dops no mesmo período em que Aquino Duarte foi serviciado por Metralha. "O Edgar me disse que tinha sido torturado por ele", relata.

Seixas descreve o ambiente em que os dois se conheceram. "O Edgar estava numa cela ao lado da minha. E eu via ele sendo levado pelo Carlinhos Metralha para a tortura."

A ação que resultou na condenação do torturador foi movida pelo procurador da República Andrey Borges de Mendonça, nove anos antes, em 2012. Mas essa é apenas uma entre as várias denúncias contra Metralha.

O próprio Mínistério Público Federal acusa-o também pela morte do militante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) Devanir José de Carvalho, que ocorreu em abril de 1971.

De acordo com a ação movida pelo órgão, Carvalho teria morrido após sofrer intensas torturas durante três dias.

O corpo dele foi enterrado em uma vala comum no cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste da capital paulista. A família do ativista nunca conseguiu encontrar seus restos mortais.

Metralha também é acusado pela morte de seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), delatados pelo agente infiltrado Cabo Anselmo, amigo do torturador.

O massacre da Chácara São Bento, em Pernambuco, como ficou conhecido o episódio, não poupou nem mesmo uma militante que estava grávida.

Soledad Barret era namorada de cabo Anselmo e foi executada grávida de quatro meses junto com os cinco companheiros de organização.

Os seis tiveram os corpos crivados de balas. Ela recebeu quatro tiros na cabeça e dois no pescoço e foi encontrada ao lado do feto, provavelmente abortado durante a sessão de tortura que precedeu a execução.

Ao contrário dos demais torturadores daquele período que tentam dissimular o passado, Metralha faz de tudo para chamar a atenção.

Extravagante, perambula com um capacete de ferro por manifestações de cunho fascista em apoio a Bolsonaro, esbravejando contra o comunismo.

Frequentador do acampamento montado, em 2015, pela extrema-direita em frente ao Quartel General do Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, ajudava no coro por intervenção militar.

Mas suas provocações vêm de há muito tempo.

Em 2014, invadiu uma audiência da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo que lançava o livro do jornalista Marcelo Godoy sobre o DOI-Codi, outro centro de tortura da ditadura militar.

Na ocasião, vociferou mais uma vez contra os comunistas. Foi repelido pelo então presidente da Comissão da Verdade, o ex-deputado petista Adriano Diogo. "O senhor não vai intimidar as pessoas que estão na sessão", advertiu o parlamentar.

Diogo também o questionou sobre a tortura e morte de Aquino Duarte. "Aproveita esta oportunidade (para contar). Eu vi, eu estava preso lá."

"Guerra é guerra. Um ganha, outro perde. Trabalhei no Dops com muito orgulho. Não houve arbitrariedade nenhuma, nenhuma", afirmou Metralha para justificar os crimes cometidos.

"Na boca do senhor, o significado de guerra é apenas uma desculpa para assassinato e tortura", rebateu o jornalista Godoy.

Cinco anos antes, em 2009, Metralha já havia organizado uma missa para lembrar os 30 anos da morte do delegado Fleury.

"Familiares, amigos, ex-policiais do Dops e informantes contam com sua presença à missa", dizia o texto divulgado por ele na internet.

Um panfleto também foi distribuído antes do início da missa, que ocorreu no Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, saudando o torturador que chefiava o Dops.

"Sua morte deixou em nós uma lacuna impreenchível. Só o tempo poderá atenuar a sua perda irreparável para a sociedade brasileira. Dr. Fleury ficará na memória de todos, a sua inesquecível figura que tanto bem semeou. À sua passagem, sempre cumprindo ordens superiores e defendendo a sociedade".

Os carros luxuosos que traziam o público para a missa ostentavam adesivos defendendo o porte de armas e apoio ao general Heleno, à época comandante militar da Amazônia e hoje ministro do Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro.

Fleury não chegou a ser arrolado no processo porque já havia morrido quando o MPF impetrou a ação.

Na sentença que condenou Metralha à prisão também eram réus o ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o ex-delegado Alcides Singillo. Ambos respondiam pelo sequestro do militante. Mas não chegaram a ser condenados porque faleceram em 2015 e 2019, respectivamente.

Em 2012, Ustra foi o primeiro militar a ser declarado torturador pela Justiça, em uma ação movida pela família Teles. Mas a sentença ficou fora do escopo criminal.

Em relação à sentença desta semana, o Ministério Público Federal antecipa que vai recorrer da decisão.

O procurador irá pedir o aumento do período de prisão, além de solicitar o cancelamento da aposentadoria do torturador.

Metralha ainda pode contestar a decisão judicial na segunda instância.

Lúcia Rodrigues - jornalista e formada em Ciências Sociais pela USP
Conexão Jornalismo
Arquivo do Tijolaço

A decisão da Procuradora da República Luciana Loureiro de transferir para área criminal “a investigação sobre a compra da vacina indiana Covaxin ao identificar indícios de crime no contrato entre o Ministério da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro e a Precisa Medicamentos” atinge em cheio a “tropa” militar levada para o Ministério da Saúde por Eduardo Pazuello.

Porque o general que operou o Ministério para Bolsonaro teve um especial cuidado em colocar sobre controle de militares todas as áreas que lidavam com compras e repasses de dinheiro e, portanto, para as operações de aquisição de vacinas.

Ou seja, tinha controle absoluto, hierárquico e disciplinado, sobre todos os envolvidos na contratação de imunizantes, inclusive sobre o Tenente-Coronel Alex Lial Marinho, coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde, acusado por um servidor como o responsável por pressões para encontrar “a exceção da exceção” para comprar, sem as exigências que se impôs a outras vacinas, para comprar, mais caro, as doses da vacinas indianas da Covaxin.

Embora aparentemente desorganizado, até porque todos testemunharam a incapacidade de ter uma postura ativa no combate à pandemia, quando se tratava de cuidar do grosso dinheiro do ministério, o comando era da estrutura paramilitar montada por Pazuello, sob a gestão direta do seu secretário-executivo, o Coronel Élcio Franco.

O caldo não vai engrossar apenas por aí.

É que a Covaxin é o elo de união com os empresários Carlos Wizard e Luciano Hang, os que “negociavam” a compra de vacinas pela iniciativa privada que, ninguém duvidava, ia se desdobrar em isenções ou compensações fiscais.

Fonte: Tijolaço

Filho não reconhecido do Rei das Chanchadas, o ator David Cardoso Júnior conseguiu há dois dias holofotes que jamais conseguira no palco ou nas telas: pendurou uma cueca no pescoço, para debochar do uso de máscara, e bradou em defesa de Bolsonaro e do direito de não se proteger. Mas o vírus, que não tem nada com isso, fez a sua parte diante de um negacionista: infectou-o.

David Cardoso Júnior, que está internado com o novo coronavórus no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, já fez muita coisa para aparecer. Disse, tempos atrás, que deixou de ser convocado para atuar em novelas da Globo por não ceder a diretores que queriam desfrutar sexualmente dele.

"O vôlei dele já era famoso porque só tinha enterrada. Sabia a fama e claro que não fui", afirmou a respeito de um dos diretores, que o convidou para jogar vôlei em sua mansão.

Isso foi em abril de 2020. Em dezembro, o dito primogênito de David Cardoso colocou uma cueca na cara em vez de máscara e disse que era em protesto contra restrições adotadas pelo governo Doria.

"Vou usar uma cueca na cara para provar que não é pela máscara. Quando eles falam que tem que diminuir [o movimento das pessoas], eles querem quebrar as empresas", explicou o bolsonarista convicto.

Para ele, o pano das máscaras utilizadas era o equivalente ao das cuecas que ele vestiu no rosto - para sair na mídia e ganhar seguidores nas redes sociais.

Segundo a coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, o ator, de 52 anos de idade, foi internado com covid-19 no hospital Sancta Maggiore em São Paulo e seu estado de saúde é "delicado".

De acordo com o painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Brasil teve 44.178 casos de covid nas últimas 24 horas e 1.025 mortes - totalizando 501.825 mil.

Mantidos os números atuais, o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos em número de óbitos no dia 17 de setembro.

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Tribunal de Haia: corte investiga casos de genocídio contra a humanidade

O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) protocolou, nesta terça-feira (22), requerimento de urgência para o projeto de lei (PL 1.816/21), de sua autoria, que pretende tirar a prerrogativa exclusiva do presidente da Câmara de abrir processo de impeachment e dar a possibilidade de o plenário da Câmara dos Deputados deliberar sobre o recebimento de denúncia contra o presidente da República. O projeto altera a lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950, que define os crimes de responsabilidade e regula o processo de impeachment. Está também em curso estudo que tenta viabilizar a denúncia de Bolsonaro ao Tribunal de Haia.

Pela proposta, um terço dos parlamentares poderá, mediante requerimento, submeter diretamente ao plenário da Câmara uma das denúncias apresentadas e que estiverem aguardando análise do presidente da Casa. Por maioria absoluta dos votos, ou seja 257 parlamentares, o requerimento pode ser aprovado e, assim, o presidente da Câmara fica obrigado a instalar a respectiva comissão especial para analisar o pedido de impeachment. Este instrumento só poderá ser utilizado uma única vez no ano.

Na avaliação do deputado Fontana, a decisão de pautar o impeachment não pode ficar nas mãos de um só parlamentar. "Não é razoável que as reivindicações e anseios da maioria da população brasileira, concretizadas, no momento atual, em mais de cem denúncias contra o presidente Bolsonaro, fiquem à mercê apenas da vontade do presidente da Câmara", justifica.

Crime contra a humanidade

Fontana publicou também na sua página do Facebook que a CPI da Pandemia, com o auxílio da OAB, pode denunciar Jair Bolsonaro por genocídio à Corte Internacional de Haia, na Holanda.

A OAB deverá ajudar a comissão a tipificar os crimes em um relatório final de investigação. Senadores relataram que a imunidade de rebanho defendida por Bolsonaro pode ser caracterizada como crime contra a vida. A CPI defende que o governo federal deixou de negociar a compra de vacinas em 2020 para investir na contaminação em massa, com objetivo de evitar problemas econômicos.

O Tribunal Penal Internacional tem missão de investigar e julgar acusados de genocídio, crimes de guerra, de agressão e contra a humanidade, que abalam uma sociedade e chocam à comunidade internacional.

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Senador ficou indignado com o fato de Marcellus Campelo, engenheiro de formação, ter demonstrado inaptidão para ter conduzido a Secretaria de Saúde do Amazonas durante a maior crise sanitária do século

“O senhor não sabe nada. O senhor está errado e o seu governador mais ainda, de nomear um engenheiro para ser secretário da Saúde do Estado do Amazonas. A mesma irresponsabilidade cometeu o presidente da República, de nomear um general que não conhecia o SUS [para o Ministério da Saúde].” Foi em tom de indignação que o senador Otto Alencar criticou a passagem de Marcellus Campelo pela Secretaria de Saúde do Amazonas durante a maior crise sanitária do século.


Nesta terça (15), à CPI, Marcellus teve de responder pelo colapso no sistema de saúde e a crise do oxigênio. Na visão de Alencar, que é médico de formação, a tragédia em Manaus é fruto do casamento entre um engenheiro que não entende nada de medicina sanitária e epidemiologia na Saúde do Amazonas, e de Eduardo Pazuello no cargo de ministro da Saúde. Dessa junção saiu “o maior crime” da pandemia, que foi ter deixado o vírus e suas novas variantes correrem soltos, para usar a população amazonense de cobaia para o chamado “tratamentos precoce”.

“Tenho a convicção de que o caso Manaus com o Ministério da Saúde foi o verdadeiro pecado original. Sentado no Ministério da Saúde, o general que não sabia o que era SUS, desconhecia completamente a doença. E sentado na cadeira de secretário, o engenheiro sem experiência nenhuma em medicina sanitária e epidemiológica. Esse casamento deu na tragédia em Manaus. São duas pessoas sem competência na Saúde para tratar de Manaus. As perguntas mais banais em medicina que fizermos, certamente ele [Marcellus] não saberia responder”.

E Otto Alencar bem que tentou. O senador perguntou quantos leitos de UTI deveria ter para cada 100 mil habitantes do Amazonas. “Isso qualquer secretário de saúde deveria saber”, mas Campelo não respondeu.

O senador também não digeriu bem a desculpa de que a secretária do MS, Mayra Pinheiro, empurrou o tratamento precoce com cloroquina para o Amazonas quando a crise do oxigênio estava em marcha. Otto Alencar disse que como secretário da Saúde, era papel de Campelo barrar a ideia, já que não concordava com ela. “Qualquer secretário tem que ter conhecimento, autonomia, personalidade para dizer ao governante qual é o caminho”, defendeu, repetindo inúmeras vezes que o engenheiro e Pazuello são os “responsáveis pela morte em Manaus, pela inoperância e incompetência”.

“O senhor só falou aqui em tratamento para a doença, em nenhuma prevenção para conter a propagação do vírus. Por que? Porque não tem competência”, disparou.

Jornal GGN



provavelmente e proporcionalmente, a maior fake news já anunciada por Bolsonaro. O PSDB nacional publicou um vídeo, o VAR da motociata, que demente Bolsonaro sobre a quantidade de participantes no passeio e moto do último sábado (12/6) em SP. Segundo os tucanos, 6.253 motociclistas se dispuseram a participar da motociata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Apesar do fiasco de públicos, os bolsonaristas nem ficaram vermelhos em disseminar fotomontagens, fake news, e até um suposto registro no guiness book -o livro dos recordes.

VAR na linguagem futebolística é o "árbitro assistente de vídeo", que dirime dúvidas quando o juiz em campo não consegue ver a jogada.

O vídeo do PSDB não deixa dúvida porque usa o mesmo sistema de VAR em campo e também utilizado em perícias de acidentes automobilísticos.

A motociata foi um fracasso, portanto.

Assista ao vídeo do VAR:

https://twitter.com/PSDBoficial/status/1404825889368596481


Conexão Jornalismo