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Igreja Presbiteriana do Paraná

Disposta a impedir adesão de seus seguidores a candidatos alinhados à esquerda, a Igreja Presbiteriana pretende criar uma comissão interna para que os fiéis sejam orientados a se afastar do “comunismo” e daquilo que os líderes classificam como “nefasta influência do pensamento de esquerda”. A igreja abriu os púlpitos para a campanha de Bolsonaro.

A proposta será tratada no Supremo Concílio da igreja entre os dias 24 e 31 de julho, em Cuiabá. A cúpula da Igreja é majoritariamente conservadora e alinhada a Bolsonaro.

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que foi preso por corrupção na sua gestão como Ministro da Educação, além de ter sido flagrado com uma arma oculta dentro de sua Bíblia que disparou no Aeroporto de Brasília, é um dos líderes da igreja. O ministro do Supremo, André Mendonça, indicado por Bolsonaro, também é da mesma igreja.

A cúpula presbiteriana sugere a criação de uma comissão formada por altos dirigentes “que apresente a contradição entre Marxismo e suas variantes com o Cristianismo Bíblico” e “que as igrejas espalhadas pelo país, orientem os declarados ‘cristãos de esquerda ou progressistas’ de suas inconsistências.”

O presbiterianos, estudam tanto a Bíblia, declaram aos quatros ventos, terem os melhores estudos em Teologia, mas a cada dia que passa nestes tempos incertos, mostram que não entenderam nada do Evangelho.

O que mais me impressiona ainda, é o fato de lideranças fascistas da igreja (não confundir fascistas com conservadores) terem a visão extremamente curta da realidade, não medindo as consequências da implantação um projeto de natureza claramente fascista.

Conheço a Igreja Presbiteriana e muitos de seus membros e sei seguramente, que muitos de seus membros votarão em Lula e na esquerda. Outros são simplesmente a favor do “Fora Bolsonaro”.

Portanto uma comissão que tem por objetivo direto atingir a individualidade de seus membros, rejeitar aqueles que se identificarem com o projeto da esquerda no país, com certeza provocará uma crise interna de grandes proporções no seio da igreja.

Vai gerar inclusive uma judicialização pelos templos do país, a cada vez que houver uma contravenção constitucional motivada por esta resolução ou comissão interna.

Um dos erros mais básicos e ignaros é comparar uma gestão do PT e de Lula com uma gestão marxista. O PT é um partido de esquerda que aplicou uma gestão de 14 anos no Brasil claramente Social Democrata. Uma gestão marcada por certa medida de liberalismo, mas com ênfase no Estado de Direito e Social.

Foram os anos em que mais cresceram a industria, as exportações, o sistema financeiro, o emprego e o PIB brasileiro. A liberdade religiosa e a cidadania foram plenamente aplicadas e amparadas por uma Constituição também cidadã.

Em que lugar do mundo isso é comunismo?

Não há nada de comunista ou marxista em Lula. Isso é uma grande mentira que as lideranças da Igreja Presbiteriana compraram por causa de seus interesses de poder na República. Esse é o fato,

E posso declarar com toda a certeza que um verdadeiro Cristão jamais apoiaria Bolsonaro, a não ser enganado, equivocado. Se não está nessas condições, então age de má-fé e portanto nunca poderia ser um verdadeiro Cristão. Mais a frente, escreverei um texto especificamente sobre esta matéria.

Para definir e concluir. O único resultado que a igreja conseguirá com esta aberração é uma crise interna, judicialização e evasão de muitos membros que não aceitarão este tipo de imposição pelas lideranças, o que inclusive diminuirá o tamanho da igreja no Brasil.

Moral e quantitativamente.

Ou seja, um grande tiro no pé.

Fato é que, o púlpito das igrejas é espaço exclusivo para a Palavra de Deus e não para questões e imposições ideológicas seculares ou disputas políticas eleitorais.

Isso com certeza é uma grande heresia.

Estou estupefato.

Foi aberta a temporada de caças as bruxas na Igreja Presbiteriana. Voltamos ao século XVII!

Eliseu Mariotti


Nos últimos 3 anos, dados de ongs e organizações públicas de defesa da Mulher mostram que no Brasil o número de delitos contra as mulheres triplicou. Passou de 271.392 registros para de 900.000 delitos.

Apenas entre março de 2020, mês que marca o início da pandemia de covid-19 no país, e dezembro de 2021, último mês com dados disponíveis completos, foram 2.451 feminicídios e 100.398 casos de estupro e estupro de vulnerável de vítimas do gênero feminino.

O Brasil teve um estupro a cada 10 minutos e um feminicídio a cada 7 horas em 2021 e esse número não parece mudar no início do terceiro mês de 2022.

As comemorações do 8 de março, que marca o Dia Internacional da Mulher, tem parecido mais com o DIA NACIONAL DAS ESTATÍSCAS DE VIOLÊNCIA CONTRA  MULHER.

Claro que, há os eventos de organizações pela Mulher, com palestras, informações, cobrança do Poder Público por mudanças neste quadro bastante trágico de violência contra a Mulher.

8 de março é um dia importante de luta pela proteção a vida da Mulher, de inclusão social, de isonomia no mercado de trabalho, de luta pelas Mulheres do Campo, mas é exatamente um dia de comemoração? 

Como homem, tristemente não vejo motivos para comemorar. É cada vez mais urgente buscar e apregoar os motivos para lutar e mudar a mentalidade machista e violenta de nossa sociedade.
Uma Mulher estuprada tem vergonha de ir a uma delegacia, principalmente se não for Delegacia da Mulher, prestar queixa, por causa de delegados e agentes notoriamente machistas. 

Passa muitos anos com essa dor dentro de si, e muitas vezes a leva consigo deste mundo (isso quando tem morte natural). Principalmente quando o agressor vem do seio da família. O que diremos das meninas crianças que são abusadas e violentadas perdendo a inocência da infância e relegadas a ter o resto de sua vida com sérios problemas psicológicos, de relacionamento, várias se tornando incapacitadas até mesmo de construir uma família?

Há sim e que bom, várias delas, que conseguiram e conseguirão superar o trauma e tocar a vida, mas sempre carregarão essa dor consigo. E nem todas são assim.

O mais notável, é que estes número aumentaram durante o governo Bolsonaro, que tem estimulado a violência em todos os níveis, mas as mulheres, tem sido uma das categorias que mais sofreram com essa política excludente e machista.

E não passa pela minha cabeça, um sentido de compreensão sequer, sobre a atitude de muitas mulheres que ainda defendem um governo machista, misógino e violento, que em nenhum momento, mostra empatia pelo sofrimento da muitas mulheres brasileiras. Muito menos de implantar ações que coíbam esses sofrimento.

A Damares, aquela da goiabeira, cuja alucinação, foi fruto exatamente  do abuso e estupro sofrido por ela, me impressiona o distanciamento dela pela luta das mulheres neste país. Me impressiona a defesa que ela faz do machismo brasileiro usando as próprias Escrituras Sagradas para justificar a misoginia e total submissão das mulheres aos homens que as oprimem e as matam.

Quando ela estava em cima da goiabeira, alguma coisa no cérebro dela explodiu e não teve mais conserto. É o que eu posso imaginar. Não vejo outra possibilidade. Ou sendo mais simplista, independente do que aconteceu com ela, ela é mal caráter, corrupta e faz qualquer coisa pelo poder.

Não sei. Não quero crer nisso. Mas será?

Finalizando, pode parecer que não o que comemorar no Dia das Mulheres. 

Mas eu insisto em comemorar a Mulher, por existir, por me fazer existir, por me dar Amor, Por dar Amor ao Mundo, porque mesmo em situações adversas, ela submerge e retorna a superfície mais forte do que nunca, Nunca desiste do seus sonhos, apesar das tentativas de uma sociedade cruel e excludente de torna-los pesadelos, e a despeito disto nunca deixará de ser uma guerreira e lutará sempre por aquilo quer. 

Os Sonhos de uma Mulher nunca morre e o mundo não poderá jamais matar a Mulher. É simples. Sem ela não existimos e nossa raça perecerá.

Da Mulher veio e vem a Vida Eterna para a humanidade.

Homenageio, admiro e coloco num pedestal todas as Mulheres do Brasil e do Mundo. E todo homem deve saber que é sua obrigação, estar sempre ao lado delas para proteger, para ajuda-las a realizar seus sonhos, por muitos motivos. Mas um deles só já basta:

A Mulher é a mãe da humanidade.

Eliseu Mariotti

Empresa demite funcionário racista que acusou Matheus Ribeiro de roubar bicicleta

O episódio do instrutor de surfe Matheus Ribeiro, acusado de roubar uma bicicleta no Leblon, me fez aprender que, a partir de agora, vou ter sempre à mão todas as notas fiscais dos presentes que meus filhos ganharem. O fone de ouvido descolado que meu filho está pedindo para o seu aniversário de dez anos terá a nota fiscal sempre por perto, assim como o celular que minha filha quer ganhar de Natal. A cada nova história de racismo, vou aprendendo uma nova lição de sobrevivência nesta selva racista que nos rodeia.

Quando meu marido (já falecido) e eu decidimos adotar nossos filhos, a questão racial nunca foi um tema. Pelo Fórum João Mendes, onde correu o processo, as crianças viriam dos arredores da praça da Sé. É passear pelo centro de São Paulo para saber a cor de quem não consegue criar seu filho e o encaminha à adoção. Certamente não seriam loirinhos de olhos azuis.

Tem também minha história pessoal. Apesar de minha pele branca, minha bisavó foi uma escrava, libertada pelo meu bisavô, fazendeiro no Recôncavo Baiano. Ele assumia e dava seu nome não apenas aos filhos que teve com ela como com as outras mulheres negras da fazenda, que minha bisavó criava sem reclamar. Meu avô foi prefeito de Valença (BA) na década de 1940, e em todas as minhas viagens de férias para Salvador não vivenciei histórias de racismo ao meu redor.

Posso afirmar, com muita vergonha, que não acreditava que o racismo estrutural fosse tão profundo. Até começar a vivê-lo no dia a dia. Começou com aquele olhar que você sente ao entrar numa loja de brinquedos e deixa a criança meio solta, olhando as prateleiras. Fui aprendendo que a melhor defesa é o ataque. Se eles estão longe de mim, dou um jeito de falar alto: “Filha, a mamãe está aqui, no corredor das bonecas”. Eles morrem de vergonha, me pedem para falar baixo. Mas o recado está dado. Mesmo assim, tem uma loja de produtos veterinários que minha filha tem medo do segurança até hoje.

Nesta quarentena, parece que piorou. Estamos vivendo no interior de São Paulo e, há cerca de um ano, meu filho foi expulso da quadra poliesportiva do condomínio rural onde ficamos. Ele andava de bicicleta (“ops, preciso achar a nota fiscal”) sozinho, com aquela roupa de sítio, calça rasgada, camiseta velha, cabelo sem corte pela pandemia. Dois adultos chegaram e perguntaram onde morava —o que ele não respondeu porque foi ensinado a não dar informações para estranhos. Foi o que bastou para a dupla expulsá-lo da quadra.

Meu filho apareceu em casa chorando, e eu fui ver o que tinha acontecido. Cheguei perguntando por que eles o tiraram da quadra. A resposta: “Mas a gente não o tratou mal”. “Ah! Não foi essa a pergunta: eu quero saber por qual razão se sentiram no direito de tirar o meu filho da quadra”, disse. Os dois ficaram desconcertados e só frisavam que não o tinham maltratado, como se a expulsão em si não fosse um maltrato. O pior é que receberam a solidariedade de um vizinho, que, nervoso, dizia que eu estava interrompendo o jogo.

Aprendi que a regra de não deixá-los sair com calça rasgada e tênis velho (o que eles adoram) não vale apenas para São Paulo, onde isso já acontece. Mais: quando vi o vídeo do youtuber negro Felipe Ferreira, que treinava de bicicleta sozinho e foi abordado agressivamente por policiais, só pensava que preciso achar uma maneira de evitar que isso venha a acontecer com os meus filhos. Para um negro, andar sozinho de bicicleta pode ser muito arriscado.

MP denuncia policial por constranger youtuber negro em Goiás

Outro dia convidei o filho de um casal que alugava uma casa por aqui para brincar no nosso quintal. As crianças estavam no pula-pula quando o menino perguntou se meu filho morava numa favela em São Paulo. Desta vez, contei ao menos com a solidariedade dos pais, que não esperavam esse preconceito de um menino de nove anos, que acha que só porque o amiguinho é negro tem de morar numa favela. A pergunta deixou sua marca por aqui: vieram os pesadelos e os medos de brincar com crianças que não conhecem.

O resultado é que, além de me indignar com cada nova história de racismo, eu me pergunto qual código de sobrevivência devo aprender para proteger as crianças. Porque meu olhar será sempre o de uma pessoa branca, que desfruta de uma liberdade que meus filhos jamais terão.


Suzana Barelli - Jornalista especializada em vinhos, é mãe de duas crianças negras: uma menina de 14 anos e um menino de 9
Folha de São Paulo

 


Em plena crise politica entre governo e Congresso no escândalo Covaxin, Bolsonaro comemorou o que considero um assassinato, a morte de Lazaro Barbosa com o jargão usado por policiais milicianos: "CPF Cancelado". 

Também os policiais que o mataram também comemoraram, sem atentar, que no caso deles não havia nada para comemorar. A morte de Lázaro expôs apenas a incompetência e o despreparo de um aparato que continha 270 policiais, além de tecnologia de inteligência e afins.

Lamentável uma força tarefa, na busca de um criminoso, não conseguir captura-lo vivo. a fim de que possamos saber suas motivações para os crimes bárbaros que cometeu.

Ou seja, a verdade de suas ações criminosas morreu com ele. Na verdade. a verdade foi assassinada ali, ao mesmo tempo que a direita quer usar o criminoso para justificar sua tenebrosa agenda justiceira, tentando cada vez mais criminalizar o sentido dos chamados Direitos Humanos existir.

Por outro lado, uma parte da esquerda dita progressista não ajuda, tentando justificar um criminoso assassino, que foi assassinado após 20 dias de uma megaoperação que contou com mais de 270 policiais.

Que a polícia é opressora, não há dúvidas sobre isso. Em todo o processo de busca, houve intolerância religiosa e racismo por parte da polícia.

Mas independente disto, Lázaro Barbosa,  inevitavelmente encontraria uma morte violenta, mais cedo ou mais tarde, porque quem anda de mãos dadas com a violência será atingido por ela e bíblico é que, quem com ferro fere, com ferro será ferido. 

O que devemos questionar é:

Porque 270 policiais muito bem armados e preparados para um cerco longo, não o fizeram para captura-lo vivo? Isso só gera muitas perguntas quanto a credibilidade da operação. E tenho certeza que, se o tivessem pego vivo, os louros seriam muito maiores.

Onde estão as imagens da operação completa do início ao fim, do dia em que ele foi morto?

Infelizmente, me parece, que a única resposta que temos é sobre como a 270 policiais foram incompetentes e despreparados para capturarem Lázaro vivo, dando uma resposta digna credível a sociedade, sobre a causa e motivação de seus crimes.

Lamentável.

Wikipedia

Não vejo futebol há cerca de três semanas, o que é muito para mim, pois o acompanho religiosamente desde criança. Talvez não seja tão difícil enquanto palmeirense já que o time do Abel não anda enchendo os olhos. Mas nesse ínterim perdi jogos interessantíssimos. Ainda assim, a cada notícia em que esbarro, continuo sem sentir falta.

Na primeira, vi que morreram, por Covid-19, dois funcionários do Palmeiras: um podólogo e um segurança.

CBF, FPF, Governo do Estado e o escambau garantiram que os “protocolos” (palavra maldita) eram perfeitos. Só se for para os jogadores milionários.

Esses dois profissionais só estavam trabalhando in loco por escolha de todas essas entidades. Qual a desculpa agora?

Que eles se infectaram num cassino clandestino, local predileto dos mimados milionários que, sim, expõem seguranças, motoristas, roupeiros e etc que os servem?

Ah, e mesmo com essas mortes, houve jogo na quarta seguinte. Afinal, the show – nem tanto – must go on. E se o Palmeiras vai jogar, eu vou… dormir.

O outro acontecimento que me abalou não foi uma morte nem uma declaração abertamente polêmica. Foram dois trechos de uma entrevista do Messi.

No primeiro, ele falava do sonho de ganhar um título pela seleção profissional.

Faltou o complemento: um título sobre milhares de cadáveres sul-americanos. Não levem a mal: eu tenho duas camisas do argentino.

Uma de quando ele estreou pela seleção principal ainda com a 18, nem a 15 do título olímpico nem a 10 que hoje dispensa comentários. Além de outra pelo Barcelona, embora eu simpatize mais com os colchoneros.

Ainda possuo um mini-craque, artesanal, feito em Buenos Aires. Logo não dá para me acusar de qualquer má vontade. Mas choca. P

orque, num cenário desses, com famílias destroçadas por todo o continente, o mais importante é o sonho de um bilionário em ganhar um título “pela seleção principal”.

Para mim, a medalha olímpica de 2008 é muito mais digna.

A outra declaração que me entristeceu foi sua confissão de ter medo de se contaminar.

Não de contaminar roupeiros, camareiras, recepcionistas, motoristas de ônibus. Nem de, mesmo que indiretamente, contribuir para uma tragédia ainda maior ao país-sede e/ou todo o continente.

O medo era de se contaminar. Porque quem tem mais de 9 zeros na conta não enxerga nada além de si e dos seus. Sem julgamento moral. Funciona com praticamente todo mundo que alcança (ou muitas vezes herda) esse patamar.

Continuo admirando o futebol do Messi, já em curva descendente e ainda assim espetacular. Mas só isso.

E quanto mais demorar para os torcedores perceberem que todos esses jogadores não dão a mínima para nossas vidas, a despeito de faixas manufaturadas e gestos vazios, mais difícil será a refundação do futebol.

Um futebol que, há algumas semanas, não respeitou o povo nem mesmo os jogadores — sem iniciativa própria — ao insistir em jogar por duas vezes numa cidade deflagrada por justos protestos, como aconteceu em Barranquilla, na Colômbia.

Esse futebol, que acha que pode prescindir do povo, precisa morrer. Para que outro, melhor e mais humano, possa nascer.

O velho morre e o novo não pode nascer

Por C. Zetkin

Site VIOMUNDO




Carlos Alberto Augusto, Carlinhos Metralha e Carteira Preta são variações sobre o mesmo verdugo que,nas décadas de 1960 e 1970, atuou nos subterrâneos de um dos centros de tortura mais temidos da ditadura militar: o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo.

Torturador feroz e homem de confiança do sinistro delegado Sérgio Paranhos Fleury no período mais sombrio do Dops, Metralha não poderia supor que cinco décadas depois seria condenado por, pelo menos, um de seus crimes.

Em decisão inédita, o juiz da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo Silvio César Arouck Gemaque condenou-o a 2 anos e 11 meses prisão, embora a pena possa ser cumprida em regime inicial semiaberto.

É a primeira vez na história do Brasil que um agente da repressão militar vai para a prisão.

A sentença proferida contra Metralha é pela morte do ex-fuzileiro naval Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971.

O jornalista Ivan Seixas esteve preso no Dops no mesmo período em que Aquino Duarte foi serviciado por Metralha. "O Edgar me disse que tinha sido torturado por ele", relata.

Seixas descreve o ambiente em que os dois se conheceram. "O Edgar estava numa cela ao lado da minha. E eu via ele sendo levado pelo Carlinhos Metralha para a tortura."

A ação que resultou na condenação do torturador foi movida pelo procurador da República Andrey Borges de Mendonça, nove anos antes, em 2012. Mas essa é apenas uma entre as várias denúncias contra Metralha.

O próprio Mínistério Público Federal acusa-o também pela morte do militante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) Devanir José de Carvalho, que ocorreu em abril de 1971.

De acordo com a ação movida pelo órgão, Carvalho teria morrido após sofrer intensas torturas durante três dias.

O corpo dele foi enterrado em uma vala comum no cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste da capital paulista. A família do ativista nunca conseguiu encontrar seus restos mortais.

Metralha também é acusado pela morte de seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), delatados pelo agente infiltrado Cabo Anselmo, amigo do torturador.

O massacre da Chácara São Bento, em Pernambuco, como ficou conhecido o episódio, não poupou nem mesmo uma militante que estava grávida.

Soledad Barret era namorada de cabo Anselmo e foi executada grávida de quatro meses junto com os cinco companheiros de organização.

Os seis tiveram os corpos crivados de balas. Ela recebeu quatro tiros na cabeça e dois no pescoço e foi encontrada ao lado do feto, provavelmente abortado durante a sessão de tortura que precedeu a execução.

Ao contrário dos demais torturadores daquele período que tentam dissimular o passado, Metralha faz de tudo para chamar a atenção.

Extravagante, perambula com um capacete de ferro por manifestações de cunho fascista em apoio a Bolsonaro, esbravejando contra o comunismo.

Frequentador do acampamento montado, em 2015, pela extrema-direita em frente ao Quartel General do Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, ajudava no coro por intervenção militar.

Mas suas provocações vêm de há muito tempo.

Em 2014, invadiu uma audiência da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo que lançava o livro do jornalista Marcelo Godoy sobre o DOI-Codi, outro centro de tortura da ditadura militar.

Na ocasião, vociferou mais uma vez contra os comunistas. Foi repelido pelo então presidente da Comissão da Verdade, o ex-deputado petista Adriano Diogo. "O senhor não vai intimidar as pessoas que estão na sessão", advertiu o parlamentar.

Diogo também o questionou sobre a tortura e morte de Aquino Duarte. "Aproveita esta oportunidade (para contar). Eu vi, eu estava preso lá."

"Guerra é guerra. Um ganha, outro perde. Trabalhei no Dops com muito orgulho. Não houve arbitrariedade nenhuma, nenhuma", afirmou Metralha para justificar os crimes cometidos.

"Na boca do senhor, o significado de guerra é apenas uma desculpa para assassinato e tortura", rebateu o jornalista Godoy.

Cinco anos antes, em 2009, Metralha já havia organizado uma missa para lembrar os 30 anos da morte do delegado Fleury.

"Familiares, amigos, ex-policiais do Dops e informantes contam com sua presença à missa", dizia o texto divulgado por ele na internet.

Um panfleto também foi distribuído antes do início da missa, que ocorreu no Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, saudando o torturador que chefiava o Dops.

"Sua morte deixou em nós uma lacuna impreenchível. Só o tempo poderá atenuar a sua perda irreparável para a sociedade brasileira. Dr. Fleury ficará na memória de todos, a sua inesquecível figura que tanto bem semeou. À sua passagem, sempre cumprindo ordens superiores e defendendo a sociedade".

Os carros luxuosos que traziam o público para a missa ostentavam adesivos defendendo o porte de armas e apoio ao general Heleno, à época comandante militar da Amazônia e hoje ministro do Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro.

Fleury não chegou a ser arrolado no processo porque já havia morrido quando o MPF impetrou a ação.

Na sentença que condenou Metralha à prisão também eram réus o ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o ex-delegado Alcides Singillo. Ambos respondiam pelo sequestro do militante. Mas não chegaram a ser condenados porque faleceram em 2015 e 2019, respectivamente.

Em 2012, Ustra foi o primeiro militar a ser declarado torturador pela Justiça, em uma ação movida pela família Teles. Mas a sentença ficou fora do escopo criminal.

Em relação à sentença desta semana, o Ministério Público Federal antecipa que vai recorrer da decisão.

O procurador irá pedir o aumento do período de prisão, além de solicitar o cancelamento da aposentadoria do torturador.

Metralha ainda pode contestar a decisão judicial na segunda instância.

Lúcia Rodrigues - jornalista e formada em Ciências Sociais pela USP
Conexão Jornalismo
Arquivo do Tijolaço

A decisão da Procuradora da República Luciana Loureiro de transferir para área criminal “a investigação sobre a compra da vacina indiana Covaxin ao identificar indícios de crime no contrato entre o Ministério da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro e a Precisa Medicamentos” atinge em cheio a “tropa” militar levada para o Ministério da Saúde por Eduardo Pazuello.

Porque o general que operou o Ministério para Bolsonaro teve um especial cuidado em colocar sobre controle de militares todas as áreas que lidavam com compras e repasses de dinheiro e, portanto, para as operações de aquisição de vacinas.

Ou seja, tinha controle absoluto, hierárquico e disciplinado, sobre todos os envolvidos na contratação de imunizantes, inclusive sobre o Tenente-Coronel Alex Lial Marinho, coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde, acusado por um servidor como o responsável por pressões para encontrar “a exceção da exceção” para comprar, sem as exigências que se impôs a outras vacinas, para comprar, mais caro, as doses da vacinas indianas da Covaxin.

Embora aparentemente desorganizado, até porque todos testemunharam a incapacidade de ter uma postura ativa no combate à pandemia, quando se tratava de cuidar do grosso dinheiro do ministério, o comando era da estrutura paramilitar montada por Pazuello, sob a gestão direta do seu secretário-executivo, o Coronel Élcio Franco.

O caldo não vai engrossar apenas por aí.

É que a Covaxin é o elo de união com os empresários Carlos Wizard e Luciano Hang, os que “negociavam” a compra de vacinas pela iniciativa privada que, ninguém duvidava, ia se desdobrar em isenções ou compensações fiscais.

Fonte: Tijolaço

Filho não reconhecido do Rei das Chanchadas, o ator David Cardoso Júnior conseguiu há dois dias holofotes que jamais conseguira no palco ou nas telas: pendurou uma cueca no pescoço, para debochar do uso de máscara, e bradou em defesa de Bolsonaro e do direito de não se proteger. Mas o vírus, que não tem nada com isso, fez a sua parte diante de um negacionista: infectou-o.

David Cardoso Júnior, que está internado com o novo coronavórus no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, já fez muita coisa para aparecer. Disse, tempos atrás, que deixou de ser convocado para atuar em novelas da Globo por não ceder a diretores que queriam desfrutar sexualmente dele.

"O vôlei dele já era famoso porque só tinha enterrada. Sabia a fama e claro que não fui", afirmou a respeito de um dos diretores, que o convidou para jogar vôlei em sua mansão.

Isso foi em abril de 2020. Em dezembro, o dito primogênito de David Cardoso colocou uma cueca na cara em vez de máscara e disse que era em protesto contra restrições adotadas pelo governo Doria.

"Vou usar uma cueca na cara para provar que não é pela máscara. Quando eles falam que tem que diminuir [o movimento das pessoas], eles querem quebrar as empresas", explicou o bolsonarista convicto.

Para ele, o pano das máscaras utilizadas era o equivalente ao das cuecas que ele vestiu no rosto - para sair na mídia e ganhar seguidores nas redes sociais.

Segundo a coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, o ator, de 52 anos de idade, foi internado com covid-19 no hospital Sancta Maggiore em São Paulo e seu estado de saúde é "delicado".

De acordo com o painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Brasil teve 44.178 casos de covid nas últimas 24 horas e 1.025 mortes - totalizando 501.825 mil.

Mantidos os números atuais, o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos em número de óbitos no dia 17 de setembro.

Conexão Jornalismo
Tribunal de Haia: corte investiga casos de genocídio contra a humanidade

O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) protocolou, nesta terça-feira (22), requerimento de urgência para o projeto de lei (PL 1.816/21), de sua autoria, que pretende tirar a prerrogativa exclusiva do presidente da Câmara de abrir processo de impeachment e dar a possibilidade de o plenário da Câmara dos Deputados deliberar sobre o recebimento de denúncia contra o presidente da República. O projeto altera a lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950, que define os crimes de responsabilidade e regula o processo de impeachment. Está também em curso estudo que tenta viabilizar a denúncia de Bolsonaro ao Tribunal de Haia.

Pela proposta, um terço dos parlamentares poderá, mediante requerimento, submeter diretamente ao plenário da Câmara uma das denúncias apresentadas e que estiverem aguardando análise do presidente da Casa. Por maioria absoluta dos votos, ou seja 257 parlamentares, o requerimento pode ser aprovado e, assim, o presidente da Câmara fica obrigado a instalar a respectiva comissão especial para analisar o pedido de impeachment. Este instrumento só poderá ser utilizado uma única vez no ano.

Na avaliação do deputado Fontana, a decisão de pautar o impeachment não pode ficar nas mãos de um só parlamentar. "Não é razoável que as reivindicações e anseios da maioria da população brasileira, concretizadas, no momento atual, em mais de cem denúncias contra o presidente Bolsonaro, fiquem à mercê apenas da vontade do presidente da Câmara", justifica.

Crime contra a humanidade

Fontana publicou também na sua página do Facebook que a CPI da Pandemia, com o auxílio da OAB, pode denunciar Jair Bolsonaro por genocídio à Corte Internacional de Haia, na Holanda.

A OAB deverá ajudar a comissão a tipificar os crimes em um relatório final de investigação. Senadores relataram que a imunidade de rebanho defendida por Bolsonaro pode ser caracterizada como crime contra a vida. A CPI defende que o governo federal deixou de negociar a compra de vacinas em 2020 para investir na contaminação em massa, com objetivo de evitar problemas econômicos.

O Tribunal Penal Internacional tem missão de investigar e julgar acusados de genocídio, crimes de guerra, de agressão e contra a humanidade, que abalam uma sociedade e chocam à comunidade internacional.

Conexão Jornalismo


Senador ficou indignado com o fato de Marcellus Campelo, engenheiro de formação, ter demonstrado inaptidão para ter conduzido a Secretaria de Saúde do Amazonas durante a maior crise sanitária do século

“O senhor não sabe nada. O senhor está errado e o seu governador mais ainda, de nomear um engenheiro para ser secretário da Saúde do Estado do Amazonas. A mesma irresponsabilidade cometeu o presidente da República, de nomear um general que não conhecia o SUS [para o Ministério da Saúde].” Foi em tom de indignação que o senador Otto Alencar criticou a passagem de Marcellus Campelo pela Secretaria de Saúde do Amazonas durante a maior crise sanitária do século.


Nesta terça (15), à CPI, Marcellus teve de responder pelo colapso no sistema de saúde e a crise do oxigênio. Na visão de Alencar, que é médico de formação, a tragédia em Manaus é fruto do casamento entre um engenheiro que não entende nada de medicina sanitária e epidemiologia na Saúde do Amazonas, e de Eduardo Pazuello no cargo de ministro da Saúde. Dessa junção saiu “o maior crime” da pandemia, que foi ter deixado o vírus e suas novas variantes correrem soltos, para usar a população amazonense de cobaia para o chamado “tratamentos precoce”.

“Tenho a convicção de que o caso Manaus com o Ministério da Saúde foi o verdadeiro pecado original. Sentado no Ministério da Saúde, o general que não sabia o que era SUS, desconhecia completamente a doença. E sentado na cadeira de secretário, o engenheiro sem experiência nenhuma em medicina sanitária e epidemiológica. Esse casamento deu na tragédia em Manaus. São duas pessoas sem competência na Saúde para tratar de Manaus. As perguntas mais banais em medicina que fizermos, certamente ele [Marcellus] não saberia responder”.

E Otto Alencar bem que tentou. O senador perguntou quantos leitos de UTI deveria ter para cada 100 mil habitantes do Amazonas. “Isso qualquer secretário de saúde deveria saber”, mas Campelo não respondeu.

O senador também não digeriu bem a desculpa de que a secretária do MS, Mayra Pinheiro, empurrou o tratamento precoce com cloroquina para o Amazonas quando a crise do oxigênio estava em marcha. Otto Alencar disse que como secretário da Saúde, era papel de Campelo barrar a ideia, já que não concordava com ela. “Qualquer secretário tem que ter conhecimento, autonomia, personalidade para dizer ao governante qual é o caminho”, defendeu, repetindo inúmeras vezes que o engenheiro e Pazuello são os “responsáveis pela morte em Manaus, pela inoperância e incompetência”.

“O senhor só falou aqui em tratamento para a doença, em nenhuma prevenção para conter a propagação do vírus. Por que? Porque não tem competência”, disparou.

Jornal GGN



provavelmente e proporcionalmente, a maior fake news já anunciada por Bolsonaro. O PSDB nacional publicou um vídeo, o VAR da motociata, que demente Bolsonaro sobre a quantidade de participantes no passeio e moto do último sábado (12/6) em SP. Segundo os tucanos, 6.253 motociclistas se dispuseram a participar da motociata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Apesar do fiasco de públicos, os bolsonaristas nem ficaram vermelhos em disseminar fotomontagens, fake news, e até um suposto registro no guiness book -o livro dos recordes.

VAR na linguagem futebolística é o "árbitro assistente de vídeo", que dirime dúvidas quando o juiz em campo não consegue ver a jogada.

O vídeo do PSDB não deixa dúvida porque usa o mesmo sistema de VAR em campo e também utilizado em perícias de acidentes automobilísticos.

A motociata foi um fracasso, portanto.

Assista ao vídeo do VAR:

https://twitter.com/PSDBoficial/status/1404825889368596481


Conexão Jornalismo



O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas divulgou um estudo avaliando a desigualdade de renda brasileira com a pandemia e a piora nos indicadores de percepção de felicidade no país.

O resultado é avassalador.

A queda de renda da metade mais pobre da população foi 20.81% queda quase duas vezes maior que a da média.
No trimestre de Janeiro a Março de 2020 a renda média alcança o maior ponto da série R$ 1122 e em menos de um ano cai 11,3% e vai para o ponto mais baixo da série histórica de R$ 995, primeira vez abaixo de um mil reais mensais. Queda de 11,3%.

O Índice de Gini, que mede a desigualdade, foi recorde na série iniciada em 2012: 0,674 (quanto mais perto de 1, pior a desigualdade) contra o melhor índice, de 0,61, alcançado em 2014 e início de 2015.

A percepção de felicidade, que já vinha em queda, desabou com a pandemia e não pela ameaça em si, já que pesquisa idêntica realizada em 40 outros países não registrou alterações.

A queda da felicidade se dá nos 40% mais pobres (-0,8%) e no grupo do meio (-0.2) situados entre 40% a 60% da renda [nível de]. Já os grupos mais abastados mantiveram a satisfação com a vida. Ou seja, há aumento da desigualdade de felicidade na pandemia. A diferença de satisfação com a vida entre os extremos de renda que era de 7,9% em 2019 sobe para 25,5%. (…) A nota média de satisfação da vida presente do brasileiro, caiu de 6,5 em 2019 para 6,1 em 2020. No resto do mundo a nota tinha ficado parada durante a pandemia em torno de 6,0. Ou seja, há marcada perda relativa de felicidade no Brasil durante a pandemia.

A pesquisa mostra um brasileiro mais propenso à raiva, ao estresse, à tristeza e até menos propenso a divertir-se que a média de 40 países pesquisados no mundo pelo Gallup.

Convenhamos, não é para menos.





Raquel Sousa, advogada da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP): "Quem está no ramo de biocombustíveis ou tem relações estreitas na Petrobrás sabe desse ativo de R$ 2,3 bilhões. Portanto, somente pessoas escolhidas a dedo se beneficiam dessa importante informação na fase de negociação da PBio”.

A Petrobras Biocombustível (PBio), que está sendo vendida junto com seu efetivo de empregados pela gestão da Petrobrás, tem um crédito tributário de mais de R$ 2,3 bilhões e essa informação vem sendo omitida no teaser de divulgação do desinvestimento.

“Trata-se de um caso de escandalosa desvalorização do patrimônio público. O crédito fiscal é o ativo mais atrativo e valioso da empresa, porque gera fluxo de caixa futuro, e deveria, obrigatoriamente, estar incluído no teaser da PBio”, afirma a advogada Raquel Sousa, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que move uma ação popular junto à Justiça Federal do Rio de Janeiro, com pedido de suspensão da venda da empresa de biocombustíveis.

O saldo bilionário é proveniente do prejuízo fiscal do imposto de renda e da base negativa da contribuição social e consta no último demonstrativo financeiro da PBio, no 1º trimestre de 2020.

Quando a empresa tem prejuízo e, mesmo com esse resultado, paga determinados tributos, que são baseados no lucro, como o IRPJ (Imposto Sobre a Renda das Pessoas Jurídicas) e a CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido), ela poderá, futuramente, compensar até 30% do imposto pago sobre o lucro do período.

Em 2018 e 2019, por exemplo, a PBio deduziu R$ 8,36 milhões do que teria que pagar ao Estado e ainda resta um crédito bilionário.

O valor desse ativo fiscal, de acordo com a advogada, é quase três vezes maior do que o lucro líquido das duas usinas de biodiesel em atividade, nos estados da Bahia e de Minas Gerais, que fazem parte do escopo de venda da PBio.

“A omissão desse ativo no teaser de venda acarreta uma desvalorização artificial do ativo e traz séria restrição à concorrência, ao deixar de atrair possíveis investidores, o que implica em violação do princípio da eficiência. Isso se constitui em um ato de improbidade administrativa”, declara.

A ausência da informação no documento de divulgação da venda também viola o princípio da publicidade, da impessoalidade e da moralidade.

“A informação não consta no teaser, mas quem está no ramo de biocombustíveis ou tem participação acionária e relações estreitas dentro da Petrobrás sabe sobre esse ativo. Ou seja, somente pessoas escolhidas a dedo se beneficiam dessa importante informação na fase de negociação da PBio”, argumenta a advogada.

Conflito de interesses

No mês de fevereiro deste ano, a FNP ofereceu uma denúncia ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro de irregularidades no procedimento de desinvestimento da PBio.

Segundo a representação, um dos potenciais compradores do ativo tem no quadro da diretoria executiva de uma de suas subsidiárias, portanto dentro do mesmo grupo empresarial, dois empregados da Petróleo Brasileiro S.A, que estão com o contrato de trabalho suspenso.

Além disso, esse potencial comprador também possui no conselho de administração dessa subsidiária funcionários da Petróleo Brasileiro S.A., que estão cedidos e são administradores na PBio.

“Esse cenário de relações profissionais estreitas, envolvendo empregados com cargos importantes e informações privilegiadas, que podem colocar em vantagem decisiva um possível comprador dos ativos em questão, configura-se, claramente, em conflito de interesses”, alerta Raquel.

Com a denúncia, a Federação espera que o MPF adote as medidas judiciais que julgar cabíveis para suspensão do processo de desinvestimento da Petrobras Biocombustível e que os empregados envolvidos sejam afastados dos cargos que ocupam atualmente na PBio.

Lucrativa

Uma das principais produtoras de biodiesel do Brasil, a PBio está em processo acelerado de negociação, mesmo sendo uma empresa lucrativa.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) para o Observatório Social da Petrobrás (OSP), de 2017 a 2020, a empresa lucrou R$ 738 milhões.

“O lucro da PBio não é tão grande se comparado ao de outras empresas, mas ela tem um papel estratégico dentro da política energética do país e para a soberania nacional”, destaca o economista do Ibeps Eric Gil Dantas.

Desde sua fundação, em 2008, de acordo com o estudo, foram anos de investimento pesado, razão pela qual a empresa não era rentável. As divulgações financeiras da PBio do período de prejuízo, disponibilizadas pela empresa somente entre os anos de 2012 e 2016, mostram um investimento total de R$ 1,4 bilhão.

“Quando a empresa passou para o azul, com o retorno desses investimentos, a direção da Petrobrás decidiu vendê-la”, comenta Eric.

Por Alessandra Martins, Observatório Social da Petrobrás



Ataques às máscaras, motociata, viagem em avião comercial, Copa América. Tudo isso é uma tentativa desesperada de Bolsonaro de retomar o controle da pauta, diz colunista

O jornalista Octaviano Guedes publicou uma reflexão certeira em sua coluna no G1 nesta segunda (14). Ele observou que, pela primeira vez desde o começo do governo, Jair Bolsonaro perdeu o controle sobre a pauta nacional, agora que a CPI da Covid no Senado expôs a omissão e inação do governo federal na gestão da pandemia do novo coronavírus e caminha para seguir o “caminho do dinheiro” e descobrir quem está enchendo o bolsonaro com a venda de soluções falsas para a crise sanitária do século.


Guedes até comparou Bolsonaro com o humorista Pedro de Lara, cujo personagem se alimentava das vaias do público. Assim é o presidente da República: precisa criar fatos diários que despertam o repúdio da maior parte da opinião pública sensata. Ao posar de líder que anda na contramão do sistema, ele capitaliza ainda mais a força de seus apoiadores, que aceitam qualquer teoria ou opinião estapafúrdia do extremista de direita. Durante dois anos, foi assim que Bolsonaro governou o Brasil e pautou a mídia e o debate nacional.

A CPI conseguiu romper com esse vício e tirar a pauta do País do controle de Bolsonaro. “O maior trunfo político da comissão foi resgatar o Brasil do cercadinho, onde Bolsonaro o manteve em cativeiro por mais de dois anos”, escreveu Guedes. “(…) a oposição, pela primeira vez, passou a ditar a pauta nacional. Não fica mais esperando as aberrações de Bolsonaro para repercutir e repudiar, sempre passivamente. Conseguiu dominar o noticiário e monopolizar os debates nas redes sociais. Pedro de Lara deixou de ser a diva do show.”

É na tentativa de retomar o controle do debate público que Bolsonaro dispara novos ataques às máscaras – como o “parecer” para desobrigar seu uso em quem tomou vacinas -, organiza e lidera motociatas, admitiu a Copa América às vésperas da terceira onda da pandemia e embarca em avião comercial para gerar vídeos que viralizam na internet.

Jornal GGN
Fotojornalista Alex Silveira poderá receber indenização - foto de Sérgio Silva

Dez de junho é, de fato, uma data histórica para os jornalistas. Por 10 votos favoráveis, contra o voto solitário do ministro Marques Nunes, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o repórter fotográfico Alex Silveira tem direito a indenização paga pelo Estado. Agora é preciso esperar a publicação do acórdão da decisão do Supremo, o que pode levar de três a seis meses - e, junto com o acórdão, a sentença final no caso de Silveira.

O repórter foi saudado pelos colegas como símbolo de resistência e persistência. Esperou nada menos que 21 anos para ouvir a sentença final da boca dos ministros do STF. Em maio de 2000, durante a cobertura de um protesto de professores na Avenida Paulista, em São Paulo, Alex Silveira foi atingido por uma bala de borracha disparada por um PM e perdeu 90% da visão de seu olho esquerdo.

"Ele pode ser considerado o avô de uma série de casos que ocorreram depois, muito semelhantes", diz o advogado Maurício Vasques que, juntamente com Lucas Andreucci, faz a defesa pro bono de Sérgio Silva, outro repórter fotográfico atingido no olho por bala de borracha disparada por policial militar, em 2013.

A dupla de advogados reforça a importância da decisão do STF não só para os jornalistas, mas para todos os cidadãos e para a democracia brasileira. Explicam detalhadamente o porquê dessa avaliação, dizem que a tese aprovada - redigida pelo ministro Alexandre de Moraes - cria de fato um balizamento para decisões em todas as instâncias da Justiça daqui para a frente, inclusive no caso de Sérgio Silva. Mas advertem que, apesar de a vitória ter sido importante, ainda há muita luta pela frente.

As forças de segurança no Brasil são truculentas, afirmam. Não só por atingirem os jornalistas e ferirem a liberdade de imprensa, mas porque têm o terrível hábito de tentar impedir a livre manifestação dos cidadãos, matarem milhares de pessoas - geralmente jovens negros, nas periferias das grandes cidades - e cometerem muitos outros delitos contra uma gama de direitos igualmente garantidos pela Constituição de 1988.

Nossos olhos
É simbólico que Sérgio Silva e Alex Silveira tenham sido atingidos nos olhos. É pelos olhos de profissionais como eles que todos nós podemos ver os excessos cometidos pelas forças de segurança.

Não existe democracia sem que se garanta ao jornalista o direito de fazer seu trabalho, ponderou Maurício Vasques, pois "os repórteres são os olhos de todos nós, que não participamos de manifestações e de outros eventos cobertos por eles".

A cidadania está sempre descalça diante do Estado com suas bombas de "efeito moral" e balas de borracha "não letais". Causam consequências físicas e dores profundas, também psicológicas, que marcam para sempre as vidas de muitas pessoas. Essa é uma característica não só das forças de segurança no Brasil, mas em todo o continente latino-americano. Na mesma quinta-feira, 10, em que o STF tomava sua decisão histórica, vários jornalistas e dezenas de cidadãos e cidadãs foram atingidos por balas de borracha da polícia na Colômbia.

Em 13 de junho de 2013, além do Sérgio Silva ter tido um globo ocular estraçalhado por bala de borracha, muitas outras pessoas ficaram aleijadas. Giuliana Varone, repórter da Folha de S. Paulo, só não sofreu o mesmo que os repórteres fotográficos porque usava óculos com uma armação um pouco mais resistente, que impediu que a bala de borracha atingisse seu olho. 

A própria PM informou nos autos do caso Sérgio Silva que, naquela manifestação, convocada pelo Movimento Passe Livre, disparou mais de 800 balas de borracha. Oitocentas! E não estávamos em guerra.

Mociata sem máscara

A militância bolsonarista está circulando nas redes uma fake news que afirma que a motociata do presidente reuniu mais de um 1 milhão de pessoas e foi para o Guinness Book.

Especificamente, os bolsonaristas afirmam que cerca de 1.324.523 de motoqueiros compareceram ao passeio do presidente. A fake está entre os assuntos mais comentados no Twitter, porém foi hackeada e virou motivo de piada.

O senador Humberto Costa criticou a motociata e afirmou que o único recorde que o presidente conseguiu foi o de promover mortes.

O presidente Bolsonaro e seus apoiadores esperavam que cerca de 100 mil motoqueiros comparecessem à motocada realizada neste sábado (12). Porém, cerca de 5 mil foram ao evento.

Mesmo com o fracasso do passeio, os bolsonaristas subiram a tag #Guinness, em alusão ao livro de recordes mundiais, pois, acreditam que o passeio de hoje deva ser registrado como o maior do mundo.

Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume
).



Um estudo elaborado pela Universidade de São Paulo (USP) revela de que maneira o presidente Jair Bolsonaro ajudou a disseminar a covid-19 por todo o país. 

Segundo o estudo, o governo Bolsonaro teria atuado conscientemente para disseminar o vírus da covid no Brasil em busca da chamada "imunidade de rebanho". 

A pesquisa foi feita pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (CEPEDISA), ligado à Universidade de São Paulo.

O levantamento, de 200 páginas, foi revisada e entregue à CPI da Pandemia.

Ele traça uma linha do tempo desde março de 2020 demonstrando medidas que o governo Bolsonaro tomou para facilitar o avanço da covid.

Os autores do estudo apontaram para oito pontos em que o governo foi omisso ou atuou em parceria com o vírus:

Imunidade de rebanho (ou coletiva) por contágio (ou transmissão);

Incitação constante à exposição da população ao vírus e ao descumprimento de medidas sanitárias preventivas;

Tratamento precoce" para a Covid-19 que foi convertido em política pública de saúde;

Banalização das mortes e das sequelas causadas pela doença;

Obstrução sistemática às medidas de contenção promovidas por governadores e prefeitos, justificada pela suposta oposição entre a proteção da saúde e a proteção da economia;

Foco em medidas de assistência e abstenção de medidas de prevenção;

Ataques a críticos da resposta federal à pandemia;

Consciência da ilicitude de determinadas condutas.

Fonte: Conexão Jornalismo



 

ARMADILHA: "NOVAS PESQUISAS SUGERINDO RELAXAR CUIDADOS ESSENCIAIS CONTRA A COVID 19


É preciso entender o teor e o cerne das pesquisas novas que andam aparecendo de qualquer lugar.

Tá rolando um papo aí sobre médicos aleatórios afirmarem que os vírus de hoje não se transmite por superfície. Isso é fake. de um ou outro médico que não representam 1% da comunidade científica e muito menos estão nas equipes oficiais de pesquisa contra a Covid-19.



Segundo a colunista do jornal Valor, Maria Cristina Fernandes, Bolsonaro, não teria 10% dos votos em plenário para o impeachment, mas se trata de um processo difícil diante de um parlamento virtual 

No Valor Econômico desta quinta-feira (26), a colunista diz que o combate à pandemia do coronavírus gerou um consenso contra o presidente Bolsonaro que se encontra em completo isolamento. 

Diante de um déficit de legitimidade de um impeachment virtual, ganha força a saída por renúncia em troca de seu bem mais valioso, a liberdade dos filhos. 

Embora não tenha 10% dos votos em plenário, na análise dela o impeachment de Bolsonaro ainda é de difícil viabilidade. 

“Motivos não faltariam. Os parlamentares dizem que Bolsonaro, assim como a ex-presidente Dilma Rousseff, já não governa. Se uma caiu sob alegação de que teria infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal, o outro teria infrações em série contra uma lei de responsabilidade social. Permanece sem solução, porém, o déficit de legitimidade de um impeachment em plenário virtual”, argumentou. 

Neste cenário avança entre os militares a real possibilidade de renúncia de Bolsonaro. Difícil é convencê-lo. E apesar de o presidente não ter mais o apoio da esmagadora maioria de quem o elegeu, ele ainda acha que tem, portanto não entregaria seu mandato com facilidade. 

Aliás suas atitudes inconformistas ao fato de mais ninguém acatar seus desmandos alucinados, o país vive uma espécie de desobediência civil, mostra que ele sempre tenta, tresloucadamente se salvar com alguma carta na manga. 

O ataque contra os governadores e as respectivas ações dos estados, contra as recomendações do Mandetta para o isolamento social, todos em luta para conter a pandemia do Coronavírus, desenha bem o desespero de Bolsonaro e do Guedes em usar o poder a favor do Mercado, em detrimento de vidas humanas. 

A colunista do Valor revela que poderá ser negociado a renúncia em troca da anistia pra toda sua gurizada, já que o bem mais valioso que o presidente tem hoje é a liberdade dos filhos. Esta é uma provável moeda de troca. Renúncia em troca de anistia ao 01, 02 e 03. de todos os processos que estão sendo acusados. 

Os defensores desta proposição defendem que foi assim que Boris Yeltsin, na Rússia, foi convencido a sair 

A colunista revela alguns estorvos como a inexistência de anistia para uma condenação inexistente. 

Mas quem teria hoje autoridade para convencer o presidente?

Cogita-se os generais envolvidos na intervenção do Rio, PhDs em milícia. 

Como ex-Força Aérea Brasileira, faço parte de grupos online pertencentes as três forças, e posso dizer com segurança, que Bolsonaro não tem mais o apoio da maioria dos oficiais subalternos e praças. Além disso perde cada dia mais, o apoio dos oficias superiores. 

Uma coisa é certa, o Alto Comando não partilha de suas ambições golpistas, como já foi posto de público. Não é segredo para ninguém. 

O Congresso, o Judiciário e a Forças Armadas estão unidos ao povo brasileiro e a sociedade civil no combate a pandemia, tendo como principal base o isolamento social. 

Com o discurso em rede nacional, o presidente conseguiu convencer a todos os segmentos da sociedade brasileira de que hoje é um empecilho na batalha contra o Coronavírus e e a defesa da saúde da população. 

Contornar e isolar Bolsonaro já não basta. A tese de renúncia impõe-se cada vez mais presente e já se busca viabilizar formas jurídicas que beneficie o clã Bolsonaro, para que possam deixar o poder sem mais delongas. 


Fonte: Valor Econômico
Crédito Tutaméia


O ministro da Justiça, Sérgio Moro, cometeu os crimes de abuso de autoridade, improbidade administrativa, prevaricação e formação de quadrilha durante sua atuação, como juiz, nos processos envolvendo o ex-presidente Lula e outros acusados no âmbito da operação lava Jato.

A afirmação consta de relatório da Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia exposto pela Professora e Jurista Carol Proner em plenária Lula Livre.

O documento explica as razões apontadas para aquelas qualificações criminais, a saber:

Abuso de autoridade: testemunhas são conduzidas coercitivamente, como no caso do Lula, sem o convite, sem intimação e não se negam a depor;

Improbidade administrativa: O funcionário público e o agente político, como é o caso do Moro, não pode do seu ato de ofício auferir vantagens. Moro, com o processo contra o Lula, eivado de nulidades, o afastou das eleições. E Bolsonaro eleito, escolhe Moro como ministro da Justiça e promete a ele um cargo para o Supremo Tribunal Federal;

Prevaricação: Ex. No caso João Santana, Moro retarda a denúncia do Ministério Público, deixando as peças sob o seu controle, sem enviar para o Supremo Tribunal Federal;

Formação de quadrilha: com a constituição de uma instituição que inicialmente tinha capa de viés pedagógico, mas no fim almejava auferir lucros. Portanto, a cada vazamento, essa questão de palestras, de pagamentos se torna mais grave.

O documento também destacou que, para a sociedade brasileira, esses crimes, que já vinham sendo denunciados por advogados e apoiadores de Lula há muito, se tornaram mais claros e evidentes a partir das conversas e documentos divulgados pelo The Intercept Brasil. 

Segundo a ABJD, as consequências da Vaza Jato mostram que tudo o que vinha sendo denunciado, seja pela defesa formal dentro dos autos e em outras instâncias do poder judiciário (e até mesmo na ONU), seja pela comunidade jurídica em geral, passou a ser confirmado em notícias sequenciais que comprovam o conluio criminoso entre os setores do sistema de justiça (MP, Judiciário e PF) para levar o ex-presidente Lula à prisão e viabilizar o projeto de destruição nacional, evitando que concorresse às eleições de 2018 e possibilitando a vitória de Bolsonaro e o aprofundamento das mudanças políticas no país; As revelações têm ajudado a comprovar a grande farsa jurídica da Lava Jato e facilitado o trabalho de compreensão das razões de anomalia no funcionamento do sistema de justiça. 

Demonstraram tanto o conluio, como a cadeia de comando e vários crimes associados à disfuncionalidade de Moro, Dallagnol e outros atores.

O documento da ABJD também aponta a importância de manifestações de acadêmicos e juristas do mundo inteiro, que denunciam as irregularidades das acusações e de todo o processo contra Lula.

Diz o texto:

“De todas as manifestações internacionais no contexto da luta pela liberdade de Lula, o mais impactante diz respeito aos 13 juristas europeus, incluindo advogados, ministros de cortes superiores e grandes especialistas em combate à corrupção, entre os quais os referenciados por Deltan Dallagnol como suas máximas fontes (o casal Ackerman, ligados ao Ministro Barroso): “é um preso político. Tem de ser libertado e seu julgamento tem de ser anulado.” (…) “As recentes revelações do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe derrubaram todas as máscaras. A investigação e o julgamento de Lula foram tendenciosos desde o início. Sergio Moro não só conduziu o processo com parcialidade como comandou de fato a acusação, desafiando as regras de procedimento mais fundamentais no Brasil” (trecho do manifesto).

“O manifesto cobra diretamente a postura da Suprema Corte e das autoridades brasileiras instadas a corrigir o que chamam de gravíssimas irregularidades: “O Supremo Tribunal Federal tem agora o dever de retirar todas as consequências destas gravíssimas irregularidades que conduziram a uma condenação injusta e ilegal e, consequentemente, libertar Lula e anular a sua condenação. As autoridades brasileiras devem tomar todas as iniciativas necessárias para identificar os responsáveis por este gravíssimo abuso de procedimento”.”

A ABJD criou a campanha #MoroMente, que tem como foco explicar as mentiras que Moro pratica para justificar sua parcialidade e, portanto, tem foco nos processos que deverão julgar, por parte do STF, a falta de imparcialidade.

E conclui: “Aparentemente há um entendimento cada vez mais estável a respeito dos abusos e disfuncionalidades do juiz que atuou como acusador”.

Com informações do site Tutaméia