CAROS AMIGOS, PARA OS SAUDOSOS OU QUEM NÃO CONHECEU A REVISTA, VEM AÍ A SÉRIE “REVISITANDO CAROS AMIGOS”





A Revista Caros Amigos, edição mensal foi lançada em São Paulo em abril de 1997 pela editora Casa Amarela. 

Foi minha principal condução para o perfil pessoal e de comunicação que possuo hoje.

Foi concebida por Sérgio de Sousa, Roberto Freire, Jorge Brolio, Francisco Vasconcelos, José Carlos Marão, Alberto Dines, Hélio de Almeida, João Noro e Matthew Shirts. 

A edição de estréia, com o jornalista Juca Kfouri na capa, teve tiragem de 50 mil exemplares.

Com poucos anunciantes, a revista desde o início sobreviveu das assinaturas e da venda de publicações da editora Casa Amarela, da qual alguns de seus editores eram sócios. Em 2002 eram 18 mil assinantes, e em 2009, em torno de nove mil. 

Uma das características que a diferenciaram das demais foi o fato de que a maioria dos autores não recebia pela colaboração e tinha independência para escolher os temas abordados nos artigos. Não havia pauta, com exceção das entrevistas, carro-chefe do periódico. 

Segundo Sérgio de Sousa, a intenção inicial era criar um veículo para se opor ao “pensamento único” que reinava na imprensa durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. A revista se caracterizaria, assim, pela independência de “patrões ou capitalistas”.

Os princípios da revista: “jornalismo crítico, de qualidade e independente, claramente comprometida com a luta democrática e popular”, não foram suficientes para garantir anunciantes nos padrões da grande mídia.

Uma ampla gama de intelecutais e ativistas de expressão nacional e internacional já colaborou com a publicação, entre eles Frei Beto, Eduardo Suplicy e Fidel Castro.

Em dezembro de 2017, a Caros Amigos não suportou as agruras de um cenário político fascista e golpista e fechou as portas para minha tristeza e de muitos que beberam nessa água límpida e cristalina.

Sua melhor fase foi nos seus primeiros 10 anos, e como assinante que fui da Caros Amigos, tenho os exemplares mais raros com matérias em que, se somente alterasse o nome dos personagens políticos da época para os de hoje, não seriam datadas e passariam  tranquilamente como se fossem registro dos temas atuais.

Pensando nisso, à partir de 12 de março, vou republicar no blog, uma série de reportagens e entrevistas com fotos que foram publicadas na revista desde o ano de 1998, para debater e comparar com os acontecimentos políticos no Brasil de hoje. 

O nome desta série será “Revisitando Caros Amigos”.

Vamos nos divertir!